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No país das finanças apátridas o futuro é o passado

Publicado em 16/12/2021 Lido 1183 vezes

Há exatamente um século, ou seja, em 1921, o petróleo no Brasil era controlado pela empresa estadunidense Standard Oil Co,

fundada em 1870 por John D. Rockefeller, por intermédio de sua “sucessora” Standard Oil of New Jersey, que tomaria o nome Esso. Embora o Acordo de Achnacarry, que dividiu os mercados mundiais entre as “sete irmãs”, só fosse assinado em 1928, já havia um acordo entre as petrolíferas para evitar mudanças indesejáveis no preço do petróleo.

Em 17 de janeiro de 1912, com a autorização do presidente Hermes da Fonseca, a Esso se instalou no Brasil, sob o nome Standard Oil Company of Brazil, distribuindo gasolina e querosene. Foram necessários 33 anos, uma revolução, lutas armadas, golpes e contragolpes, para que o Brasil ganhasse autonomia e pudesse desenvolver a Petrobrás. A empresa líder mundial de produção em águas ultra profundas, detentora única de tecnologias de exploração e produção marítima, e que deu ao Brasil a total autossuficiência em petróleo e derivados.

As finanças estão se apossando do Brasil desde a eleição de 1989, com presidentes que lhes são subservientes ou não as agridem. Assim, com Fernando Henrique Cardoso obtiveram a extinção do monopólio da Petrobrás e a abertura do petróleo brasileiro às empresas do sistema financeiro. Hoje, após o golpe de 2016, as finanças ocupam todas as funções relevantes, decisórias, no executivo, no legislativo e no judiciário. A lei no Brasil passou a ser o interesse financeiro e, assim, o governo revê as regras de leilões de petróleo para que sejam ditadas pelo interesse “dos investidores”, das empresas dominadas por capitais apátridas, como ocorria há um século. Serão os “leilões permanentes” para todos os campos e bacias, inclusive na mais rica área petroleira do pré-sal.

O que ganha o povo brasileiro com isso? Nada, absolutamente nada, pois este petróleo será exportado para produzir riqueza apenas para as finanças apátridas, cujos capitais estão nos paraísos fiscais. Será por isso que o ministro da economia e o presidente do Banco Central têm suas riquezas em paraísos fiscais?

Uma década sem governos nacionalistas e aí vem o tarifaço da eletricidade

Com o pífio argumento da crise hídrica, atribuída a São Pedro, os governos, que “esqueceram” da geração, transmissão e distribuição de energia, na figura dos atuais ocupantes vão penalizar o povo brasileiro. As energias estão sendo privatizadas com pretexto de oferecer competição e melhor serviço e preço aos consumidores. Pobre de quem acredita. A tarifa residencial que em 2010 era pouco mais de R$ 300,00/MWH passará a R$ 608,80/MWH. E em pleno desemprego, redução do Produto Interno Bruto (PIB) e retração da atividade industrial.

ENERGIZANDO

* Com o pretexto da “escassez hídrica”, desde setembro/2021 está em vigor a cobrança de R$14,20 extras, a cada 100/kWh.

** Sobre a redução de 3,13% na gasolina, anunciada pela Petrobrás, a partir de 15/12, o Sindicombustíveis Bahia informa que a Acelen, empresa que assumiu a gestão da Refinaria Mataripe, antiga Refinaria Landulpho Alves/RLAM, em comunicado às distribuidoras de combustíveis, informou que não vai praticar a redução.

A redução anunciada pela Petrobrás só será praticada nas refinarias que ainda estão sob sua gestão.  Como a refinaria baiana foi privatizada, não mais pertencendo à estatal federal, a política de preço da Refinaria Mataripe será independente, uma das consequências da privatização da RLAM.

***Os preços do petróleo subiram na quarta-feira (15), recuperando-se das perdas iniciais depois que os dados de estoque dos EUA mostraram uma forte demanda do consumidor.

https://www.reuters.com/markets/europe/oil-prices-retreat-bets-that-crude-supply-growth-will-exceed-demand-2021-12-15/

**** Energia Brasil votará a ser publicado em 6 de janeiro. A todos, boas festas!

Última modificação em Quinta, 16 Dezembro 2021 08:10
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