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Maranhão: "Debilitar a Petrobrás é debilitar o Brasil"

10 Setembro Lido 3771 vezes

O que se vê hoje é o desmonte de tudo que foi construído desde 1930

Ao participar do programa de rádio conduzido pelo jornalista Milton Cardoso (Rádio Bandeirantes), o conselheiro da AEPET Ricardo Maranhão defendeu a política de conteúdo local, criticou os desinvestimentos na Petrobrás e comentou a crise do pólo naval após as mudanças políticas. Maranhão salientou que é fundamental que seja debatida a situação da Petrobrás, que representa 13% do Produto Interno Bruto (PIB) nacional. “Debilitar a Petrobras é debilitar o Brasil. Sem ela, não existe engenharia, tecnologia, desenvolvimento ou soberania”, advertiu.


Na mesma linha, o presidente do Clube de Engenharia, Pedro Celestino, apontou um grave retrocesso na economia nacional, tendo a fragilização da maior empresa nacional como ponta de lança. “Quando o governo liquida o nosso patrimônio, devolve-nos à condição de colônia. O que está sendo destruído são conquistas de décadas. Até 1930, importava-se tudo no Brasil. A partir de então, houve grande desenvolvimento. O Brasil na década de 1960 era a 56ª economia do Mundo, hoje está entre as dez maiores. O que se vê hoje é o desmonte de tudo que se fez desde 1930.”


Segundo o presidente do Clube de Engenharia, a tática utilizada envolve a redução da importância da Petrobras. “Como é difícil propor sua privatização, é preciso desmoralizá-la. Por conta de meia dúzia de corruptos está se comprometendo a empresa toda. Fatiam-na para que passe a ser mera exportadora de óleo bruto. O que se quer é que a Petrobrás seja uma pequena produtora de petróleo.” Celestino denunciou ainda a intenção, anunciada pela Agência Nacional de Petróleo (ANP), de estender tal mudança a contratos já em andamento. “São 800 mil empregos que estão sendo jogados no lixo com a redução do conteúdo local”, completou.


Para Ronaldo Lessa, deputado federal (ex-governador de Alagoas pelo PDT), que é presidente da Frente Parlamentar da Engenharia, Infraestrutura e Desenvolvimento Nacional, esse processo, que inclui o pacote de privatização anunciado pelo governo federal, abrangendo o setor de saneamento, a Eletrobras, aeroportos e até a Casa da Moeda, "é altamente danoso ao País e se caracteriza por crime de ´lesa-pátria`”.


Conteúdo local e desemprego


Por sua vez, Maranhão reiterou que a redução da obrigatoriedade de contratação de conteúdo nacional pelas empresas que explorarem gás e petróleo no Brasil faz parte do ataque à economia nacional, às possibilidades de desenvolvimento e à engenharia brasileira.

"Em decisão de 22 de fevereiro último, o governo estabeleceu uma redução média de 50% nos diversos itens e, na prática, excluiu a indústria nacional dos futuros empreendimentos. Isso principalmente porque, ao fixar padrão global de 25% para meios flutuantes (plataformas e navios de apoio), permite às petroleiras cumprirem a norma sem comprar qualquer máquina ou equipamento nacional, lançando mão apenas de serviços com baixo valor agregado e sem tecnologia. Alegam que a indústria nacional não tem competência. Isso é uma falácia de mentes colonizadas. A engenharia brasileira é reconhecida como a melhor em exploração em águas profundas”, salientou o conselheiro da AEPET.


O ministro do Trabalho, Ronaldo Nogueira, participou da transmissão e foi pressionado a se pronunciar sobre os desmandos cometidos na Petrobrás. Afirmou ter testemunhado pessoalmente a situação dos que foram dispensados pelos estaleiros que perderam contratos - em uma década, o setor saiu da estagnação e gerou 100 mil empregos qualificados, hoje reduzidos a 30 mil. “No Porto de Suape (em Pernambuco) foram mais de três mil demitidos”, afirmou, asseverando ser a geração de postos de trabalho sua prioridade.

Também estiveram presentes ; e o presidente da Federação Nacional dos Engenheiros, Murilo Pinheiro, além dos presidentes do CREA-RS, Melvis Barrios Júnior e do SENGE-RS, Alexandre Wollmann. 


* Fonte: Federação Nacional dos Engenheiros

Clique nos links abaixo para ouvir o programa

Apresentação

Parte 1

Parte 2

Parte 3

Última modificação em Segunda, 11 Setembro 2017 21:17
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