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Fim da isenção sobre dividendos afeta o 0,01% mais rico

08 Julho Lido 677 vezes

Topo da pirâmide recebe R$ 230 bilhões e só paga 1,8% de imposto

 

Semana passada, a coluna comentou sobre as críticas vindas da Faria Lima à proposta de acabar com a isenção de Imposto de Renda sobre lucros e dividendos recebidos por pessoas físicas. Entrevista do secretário especial da Receita Federal, José Tostes, ao Estadão revela porque as pressões vindas da Faria Lima e outros endereços nobres são tão fortes. Segundo Tostes, os afetados caberiam em 10 composições do metrô paulista – embora raramente usem o meio de transporte: são exatamente 20.858 pessoas.

Em uma população de 213.297.370 (dados do IBGE, estimativa desta segunda-feira), temos aí os tais 0,01% do topo da pirâmide brasileira. Que receberam R$ 230 bilhões sem pagar um centavo de imposto. Considerando todos os rendimentos tributáveis desse pequeno grupo de endinheirados, a alíquota média de imposto que eles pagam é de 1,8%. Quem ganha de 10 a 15 salários mínimos paga uma taxa efetiva de 9,7% – 5 vezes mais.

Uma reclamação de tributaristas é que a carga tributária vai aumentar. O secretário da Receita aponta que não pode haver confusão entre pessoa física e jurídica. Em estudo de feito ano passado pelo economista Sérgio Gobetti, especialista no assunto, mostra que, entre as companhias abertas, a carga tributária média é de 22%, bem inferior ao que dizem os porta-vozes da Faria Lima.

Fonte: Monitor Mercantil

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