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Ameaçadas de privatização, 3 estatais lucraram R$ 21 bilhões

Publicado em 11/06/2021 Lido 1165 vezes

Resultado mostra que venda não se dará por ineficiência

 

Os balanços de três empresas públicas que estão na mira da privatização – Eletrobras, Correios e Caixa – desmentem o argumento do Governo Bolsonaro de que são empresas ineficientes, que não dão lucros aos cofres públicos e por isso precisam ser vendidas. Juntas, as três empresas, registraram lucros que somam R$ 21 bilhões somente no ano passado, como mostra reportagem de Tiago Pereira, da RBA.

De acordo com balanço financeiro divulgado em março, a Eletrobras registrou lucro de R$ 6,387 bilhões no ano passado. A direção da estatal afirma no relatório que esse resultado demonstra "a robustez e a liquidez da companhia mesmo em um ano marcado pela pandemia de Covid-19". No ano anterior, os resultados foram ainda maiores, totalizando R$ 11,133 bilhões, segundo a reportagem.

O governo editou medida provisória para privatizar a Eletrobras, vendendo na Bolsa o controle da estatal. A privatização geraria um aumento nas tarifas de energia estimado entre 14% e 20%, de acordo com estudo do Dieese.

Os Correios tiveram lucro líquido de R$ 1,53 bilhão em 2020. Os números, que não foram divulgados oficialmente, constam de uma comunicação enviada pelo presidente da estatal, Floriano Peixoto Vieira Neto, ao Ministério da Economia. As receitas com encomendas, por exemplo, tiveram crescimento de 9% em relação ao ano anterior, por conta do aumento do comércio eletrônico em decorrência da pandemia. Desde 2017, a empresa fecha no azul.

A Caixa registrou lucro líquido de R$ 13,17 bilhões em 2020. Só no ano passado, o banco público pagou auxílio emergencial no total de R$ 293,1 bilhões para 67,9 milhões de pessoas. Também foi responsável pela liberação de R$ 36,5 bilhões do Saque Emergencial do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS), valor pago a 51,1 milhões de pessoas. Além disso, a Caixa detém a liderança do mercado habitacional com 68,8% de participação no financiamento da casa própria.

Fonte: Monitor Mercantil

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