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O epitáfio da gestão Castello Branco: "fiz a Petrobrás menor"

25 Fevereiro Lido 2815 vezes

Um convidado que custa a ir embora, mesmo depois do fim da festa e com o dono da casa doido para dormir. 

É nessa toada que Roberto Castello Branco vai viver seus últimos dias de presidente da Petrobrás. O executivo participou hoje (25) de sua última conferência com investidores da empresa e confirmou que permanecerá no cargo até o fim, no dia 20 de março. É um mal estar para todos, especialmente para a Petrobrás, que já poderia começar a olhar adiante com seu novo presidente – o general Joaquim Silva e Luna. Uma situação que poderia ser resolvida com um até logo e uma carta de renúncia. Seria mais confortável. Mas Castello Branco preferiu resistir. E foi além. Mandou um recado indireto ao vestir uma camiseta “mind the gap“, uma expressão usada nos transportes ferroviários ingleses (cuidado com o vão), uma espécie de recadinho mal criado às críticas que vem recebendo pela forma como conduziu a companhia e os reajustes de preços de combustíveis. Uma atitude quase juvenil que, nesta altura do campeonato, só torna mais melancólica sua saída da Petrobrás. Sensatez nunca faz mal a nada. Bom senso, então.. Mas é um elixir. Raríssimo.

O executivo voltou ainda a defender a política de preços da Petrobrás: “É surpreendente, em pleno século 21, dedicarmos tanta atenção para isso. Os combustíveis são commodities, como soja, minério de ferro, açúcar, café, trigo, cobre e vários outros. São commodities cotadas em dólares. Seus preços formados por oferta e demanda global. Não há como se desviar deles. A experiência com inovação de fugir da regra do Preço de Paridade de Importação, a Petrobrás já provou que foi desastrosa“, declarou Castello Branco.

Difícil é explicar isso para o brasileiro na ponta, que só neste ano viu seus custos com a gasolina aumentarem em pelo menos 34% no ano, ganhando em real. É evidente que ninguém quer que a companhia arque com prejuízos. Mas é preciso achar um meio termo. Uma forma de suavizar os repasses ao consumidor, dar-lhe previsibilidade para que se organize e, ao mesmo, garantir os ganhos da empresa. Castello Branco, porém, aparenta não querer esse meio termo e disse que “no fim das contas, o Brasil não é um país onde os preços são caros”. Certamente. Para quem tem ganhos mensais em torno de R$ 400 mil, ter jatinho à disposição, carros, seguranças e cartão de crédito pago pela companhia, não mesmo.

Fonte: Petronotícias

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