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Mundo em ebulição e capitalismo para poucos

10 Novembro Escrito por  Ranulfo Vidigal Lido 502 vezes

face-homemDiante do conflito aberto que se observa nessa eleição,

vale a pena destacar que a democracia estadunidense há muito tempo se aproxima de um regime de partido único, apelidado por muitos de War Party (Partido da Guerra), por conta da mínima diferença de políticas entre os partidos Republicano e Democrata. Independentemente do candidato que vença a eleição presidencial, o papel de dar continuidade ao poder imperial será mantido pela presidência dos EUA, junto com o Departamento de Justiça, o Pentágono, a NSA e a CIA.

O papel que os EUA destinam para si mesmo no mundo já está enraizado na real política e vai muito além de disputas partidárias. Agora, inclusive, mediante uma aliança tácita entre as BigTechs e Wall Street. Internamente, a maior economia do planeta convive com uma força de trabalho desempregada de 10% da População Economicamente Ativa.

O real poder nos EUA está nas decisões estratégicas dos representantes do poder econômico e do poder militar. É o complexo industrial-militar estadunidense, representado pelas multinacionais e pelo Pentágono – que atuam principalmente através de think thanks e agências de inteligência – que determina a política externa dos EUA.

Nesse contexto, o impasse em escala planetária sublinhado pela pandemia nos mostra uma China em franca recuperação, com o seu capitalismo de estado industrializante e planejado. O que complica o sucesso dessa trajetória tem como limite o esgotamento dos recursos naturais e o desequilíbrio climático. O limiar de reprodução ecológica do planeta Terra foi ultrapassado muito recentemente, afirmam especialistas.

No plano social, o ensaio geral das revoltas populares recentes – incluindo o Chile buscando nova carta constitucional, áreas periféricas da sociedade norte-americana e o conflito racial, ou a juventude europeia contestando as medidas restritivas pela segunda onda da crise sanitária – tende a gerar movimentos de contra-insurgência.

Nos últimos 15 anos o número de populações deslocadas pela imigração dobrou. A Organização Internacional do Trabalho anuncia que, em poucas décadas, metade dos postos de trabalho existentes na atualidade serão eliminados, irreversivelmente. Em paralelo presenciamos a volta da fome e da indigência em escala mundial.

O quadro de crise geral exige o Estado e sua dívida pública para salvar empresas, ou os Bancos Centrais gerando liquidez a juros negativos, de modo a evitar a bancarrota total. Observamos uma elite plutocrática cada dia mais próspera e uma maioria cada vez mais perplexa com tanta desigualdade. Tempos difíceis os atuais.

Fonte: Monitor Mercantil

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