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Petrobrás ou Liberalismo? Quem corrompe?

Publicado em 08/10/2020 Escrito por  Pedro Pinho Lido 4402 vezes

pedro-pinhoO discurso liberal é pobre. Pouco ou nada tem a oferecer senão a guerra;

a disputa fraticida no ringue chamado mercado que só tem lugar para os vencedores. E a imensa maioria dos vencidos? Serão escravos, serão dominados, atenderão aos desejos, quais forem estes, dos vencedores. Então surgirá inelutável, incontestável, a insatisfação, a penúria, a revolução, a luta de classes, a guerra, a morte.

Como é de se esperar, o liberalismo só pode aparecer com máscaras, em fantasias, sob disfarce. E estes terão os nomes bonitos e falsos de democracia, de igualdade, de oportunidade e, o mais irônico, da liberdade.

Como esta farsa não se sustenta, ela aparece com um moralismo que nunca, em momento algum, usou. E acusa todos que não se submetem a seus caprichos de corruptos. A Petrobrás, que representa a luta e a vitória do povo brasileiro pela sua independência energética, que age unicamente em favor de toda nação e não somente de uma fatia denominada “donos do mercado”, precisa ser corrupta.

Então a corrupção acompanha a Petrobrás, por toda sua existência, como mantra liberal. Nem precisa existir, a Petrobrás precisa ser corrupta para que os liberais a destruam.

Há um episódio histórico, bastante revelador desta situação. Quando houve o golpe, promovido pelos Estados Unidos da América (EUA), o que hoje está fartamente documentado, contra o governo João Goulart, em 1964, dirigentes da Petrobrás já vinham sofrendo sucessivas calúnias nas páginas da imprensa.

Ora inventava-se uma acusação contra um diretor, que não prosperava por ser infundada, ora era uma fofoca envolvendo membros da diretoria da empresa, sem maiores desdobramentos pois igualmente desprovida de verdade. Mas estas constantes presenças nada meritórias, nas páginas e manchetes da mídia impressa e noticiários e comentários televisivos da época, ajudavam a formar a imagem que a corrupção dominava as ações da Petrobrás.

O presidente nomeado para acabar com a corrupção e, muito provavelmente, com a própria Petrobrás foi um dos muitos militares dignos, envolvidos no golpe de 1964, o Marechal Adhemar de Queiroz. E desde 7 de abril de 1964 assume a companhia e começa a analisar, a conhecer as pessoas, a examinar documentos e relatórios, constitui comissões de investigação, forma grupos de trabalho para agir contra a corrupção e, então, poder adotar as medidas salvadoras ou de enceramento daquele lamaçal que envergonhava a Nação.

Adhemar de Queiroz fica na presidência da Petrobrás até 30 de junho de 1966, quando sai para ocupar o então denominado Ministério da Guerra, de 1 de julho de 1966 a 15 de março de 1967, passando a presidência a Irnack Carvalho do Amaral. Em fevereiro de 1970 volta à Petrobrás para integrar o Conselho de Administração da Estatal.

O que apurou o Marechal Adhemar de Queiroz quanto à corrupção? Nada, absolutamente nada, deixando irritados e ainda mais ferozes aqueles que por questões ideológicas ou por estarem a serviço de empresas estrangeiras esperavam o fim da Petrobrás.

Entre sua saída da Presidência e seu retorno como Conselheiro, Adhemar de Queiroz também atuou na área petroquímica e aqueles anos na Petrobrás serviram para que compreendesse ser aquele setor industrial um caminho necessário para expansão da empresa e o benefício do País.

Permaneceu no Conselho de Administração até sua morte, em 26 de junho de 1984.

A transformação de um inquisidor em defensor da Petrobrás deveu-se à honestidade moral e intelectual de Adhemar de Queiroz. Ele pode constatar que longe de corrupta, a Petrobrás era institucionalmente um exemplo de empresa, que seus chefes, superintendentes, diretores, na quase totalidade, eram profissionais competentes, íntegros e dedicados à Companhia. Havia erros e pessoas que foram demitidas, como é natural em qualquer instituição que abrigue tamanha e tão diversificadas áreas de atuação e em diferentes ambientes sociais e em diferentes regiões do Brasil. Nisto a Petrobrás se equivalia às instituições militares, majoritariamente ocupadas por pessoas interessadas no sucesso da instituição e no progresso do País.

Criada a Petrobrás, em outubro de 1953, Irnack Carvalho do Amaral tornou-se, em maio de 1954, membro de sua diretoria, situação em que esteve até 1957. Novamente nomeado diretor da Petrobras, exerceu a função de abril de 1961 a setembro de 1963, quando assumiu a direção geral do Departamento Nacional de Produção Mineral, cargo que ocuparia até junho de 1966, quando foi designado para substituir o marechal Adhemar de Queirós na presidência da Petrobrás, que ocupou até abril de 1967, quando foi substituído pelo general Artur Duarte Candal Fonseca e aposentou-se do serviço público.

Em 1970 voltou a atuar na Petrobrás, como membro de seu Conselho de Administração.

Fica bastante evidente que é apenas uma questão ideológica a agressão de corrupta para a Petrobrás. Isso quando não oculta inconfessáveis e ilícitos desejos.

No entanto, estes mesmo liberais no Brasil não tem a honestidade de revelar que países estrangeiros, como a Alemanha, até muito recentemente, permitiam a dedução dos impostos com os gastos de empresas alemãs em corrupção nos países estrangeiros. E este ainda é um padrão adotado por empresas do mundo OTAN, que se apresentam como modelo e cobram do Brasil o que jamais fizeram em seus países.

O que leva brasileiros, senão pela corrupção, a agirem contra seus países? Corrupção monetariamente quantificável ou intelectualmente pervertida. E abundam no governo atual estes liberais.

Pedro Augusto Pinho, avô, administrador aposentado.

Publicado originalmente em Pátria Latina

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