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SENGE-RS presente na audiência de lançamento da campanha "PETROBRAS FICA NO RS"

09 Setembro Lido 636 vezes

Saída da Petrobrás significará um impacto gigantesco na cadeia produtiva local

Foi realizada na noite de quinta-feira (03) audiência pública virtual com o objetivo de debater sobre os prejuízos que uma possível privatização da Petrobrás trará ao país, em especial ao povo gaúcho. A iniciativa foi promovida pela Frente Parlamentar Nacional em Defesa da Petrobrás, e Frente Parlamentar em Defesa da Petrobrás no RS, como Fomentadora de Desenvolvimento para o Rio Grande do Sul, com o apoio do SENGE, Sindipetro-RS, Federação Única dos Petroleiros (FUP), e demais entidades.

O ato marcou o lançamento da campanha "Petrobrás Fica no RS", ecoando a campanha nacional "Petrobras Fica" que tem como objetivo denunciar o acordo entre a empresa e o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), prevendo a privatização de oito das 13 refinarias da estatal. De um lado, Cade e a direção Petrobrás alegam que o acordo visa aumentar a competitividade do mercado. De outro, trabalhadores e parlamentares denunciam que a decisão precisa ser investigada pelo Ministério Público Federal pela falta de transparência e por ameaçar o futuro do país.

A Refinaria Alberto Pasqualini (Refap), localizada no município de Canoas, está entre as estruturas que a atual gestão da Petrobrás aponta como prioritárias no processo de privatização. O pólo engloba toda infraestrutura de recebimento e transporte de petróleo, o que envolve outros municípios beneficiados no trajeto do litoral até a refinaria.

A audiência foi presidida pelo deputado federal Elvino Bohn Gass, coordenador da Frente Nacional na região Sul, que ressaltou a preocupação com o entendimento do STF em relação a venda das subsidiárias não precisar passar pela aprovação do Congresso Nacional. Também salientou a necessidade de avaliar os impactos dessa ação na economia e nos preços ao consumidor, consequências que já foram apresentadas pelas entidades ao governador Eduardo Leite.

A audiência também contou com a participação do deputado estadual Pepe Vargas (presidente da Frente Parlamentar em Defesa da Petrobrás no RS), dos deputados Sofia Cavedon, Ernani Polo, Henrique Fontana, Maria do Rosário, Pompeo de Mattos e Fernanda Melchionna, dos senadores Paulo Paim e Jean Paul Prates, do secretário estadual de Desenvolvimento Econômico e Turismo Rodrigo Lorenzoni, representantes do Sindipetro-RS, SENGE-RS, Central Única dos Trabalhadores (CUT), Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB), da Intersindical, Federação Única dos Petroleiros (FUP) e do Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB).

Na oportunidade, o diretor do SENGE, Luiz Alberto Schreiner manifestou inconformidade com a venda das subsidiárias da Petrobras, seus impactos na cadeia produtiva e na geração de empregos qualificados. Schreiner apresentou um breve histórico do desenvolvimento das tecnologias de refino e produção, bem como do desenvolvimento da Engenharia Naval no país. "Fica a pergunta: até quando a cidadania e os órgão de controle assistirão de forma impassível a entrega de nossos parques industriais e tecnológicos em áreas como petróleo, gás, energia elétrica e aviação, e o desmonte da nossa soberania? ", questionou o dirigente.

"Para o Rio Grande do Sul, a saída da Petrobras significará um impacto gigantesco na cadeia produtiva local, nos empregos, e na arrecadação de impostos. Muitas indústrias do pólo metalmecânico de Caxias do Sul, além de Rio Grande, se especializaram na produção de componentes para plataformas e agora têm que buscar outras alternativas. Muitas delas estão com atividades paradas. É difícil compreender em nome de que interesses são tomadas essas decisões. Certamente não são na direção dos interesses maiores da população brasileira, tampouco para nos projetarmos como nação livre e independente", criticou Schreiner.

Por fim, o diretor do SENGE fez um apelo em favor de uma união cívica, de sindicatos, de entidades, de partidos políticos e de todos os brasileiros em favor do nosso país, para que possamos salvar o que resta da soberania nacional, dos empregos qualificados e da cadeia produtiva do petróleo altamente qualificada, que desenvolvemos ao longo de mais de 70 anos.

Como encaminhamento, as entidades, sindicatos e parlamentares acordaram levar novo estudo ao governado Eduardo Leite sobre os impactos da privatização da Refap para o Estado, solicitando um posicionamento contrário do Executivo à saída da Petrobras do Rio Grande do Sul.

Assista a íntegra da audiência, que também foi transmitida pela página do SENGE no Facebook.

https://www.facebook.com/watch/?v=2802129450074076&extid=BEKK0w25fKVEEKH1 

Fonte: Senge-RS

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