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Dívida pública sobe com remuneração de sobra de bancos

05 Agosto Lido 933 vezes

Auditoria Cidadã mostra que o aumento do débito é transferência de riqueza, não financiamento do combate à Covid-19

Na primeira metade do ano, a dívida pública cresceu mais de R$ 600 bilhões. A grande mídia diz que a causa foram os gastos para enfrentar a pandemia. "Na verdade o crescimento se deve principalmente ao aumento das operações compromissadas (operações de remuneração da sobra de caixa dos bancos, cujo estoque aumentou R$ 434 bilhões), incidência de juros sobre a dívida (R$ 112 bilhões) e o aumento da dívida externa medida em reais (R$ 64 bilhões), principalmente devido à desvalorização do real, conforme pode ser visto na tabela 20 do arquivo disponível na página do Banco Central", explica a Auditoria Cidadã da Dívida.

A entidade diz que se tenta criar a narrativa de que os grandes bancos e investidores é estariam financiando o combate à pandemia, quando na realidade estes gastos estão sendo feitos principalmente com a utilização da Conta Única do Tesouro, que dispõe de cerca de R$ 1 trilhão. "Os bancos, na realidade, estão sendo privilegiados, pois receberam R$ 1,2 trilhão para emprestar a pessoas e empresas, mas preferiram dificultar os empréstimos e destinar sua sobra de caixa para o Banco Central, que lhes premia remunerando esta montanha de dinheiro."

"O aumento da dívida pública (e a sua remuneração pelo Estado com juros) devido a estes mecanismos financeiros – e não para a realização de investimentos sociais – significa a transferência de dinheiro (e consequentemente, riqueza) da população que trabalha para os capitalistas rentistas", ensina a Auditoria Cidadã.

Fonte: Monitor Mercantil

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