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Meritocracia é tema de diálogo entre Maranhão e jornalista da Folha

01 Março Lido 4235 vezes

Meritocracia começa pelo concurso público

Em mensagem ao jornalista Nicola Pamplona, da Folha de São Paulo, Ricardo Maranhão, diretor da AEPET, ponderou sobre o uso indevido da palavra meritocracia por parte de pessoas com inconfessáveis ou explícitas inclinações privatistas. 

"A meritocracia começa pelo concurso público, a via democrática para o recrutamento, a seleção e admissão dos mais capazes", frisou Maranhão, que foi deputado federal, acrescentando que, "nos concursos, não raro, podemos ter 30, 40, 50, até 100 candidatos por vaga. Entra o que há de melhor no Brasil."

Maranhão informou ao jornalista que ingressou na Petrobrás através de concurso e, até se aposentar, participou de dezenas de treinamentos, seminários, encontros, palestras e cursos. "Sempre fomos avaliados", disse.

O diretor da AEPET lembrou que a empresa pagava participação nos lucros desde a fundação, por determinação legal. "A ditadura interrompeu o pagamento. Muitos anos depois, a lei estabeleceu a PLR - Participação nos Lucros e Resultados, para todos os trabalhadores. A Petrobrás foi pioneira".

Quanto à suplementação de aposentadoria e ao plano de assistência médica, são benefícios autopatrocinados. "Não é mordomia. Pago à PETROS há 48 anos e continuarei pagando, aposentado, até morrer", resumiu.

Pioneirismo na capacitação profissional

A PETROBRÁS criou, desde 1954, seus cursos de extensão, quando não havia sequer engenheiros mecânicos, eletricistas, químicos no Brasil. Hoje mantém uma Universidade PETROBRÁS, com mais de 250 mil participações em cursos de formação e educação continuada, por ano, no Brasil e no exterior. "E tem mais", prosseguiu o ex-deputado: "Somente em 2016, foram investidos R$ 1,826 bilhão em P&D. O CENPES já formou 306 mestres e 204 doutores", contabiliza.

"Na Petrobrás estive por 25 anos, em cargos técnicos e funções gerenciais. Alguns, que chegaram ontem, nunca pisaram em uma refinaria. Nunca foram à selva amazônica. Nunca tiveram contacto com H2S, CO2, produtos tóxicos, inflamáveis, explosivos, etc. Agora posam de sabichões", disse Maranhão, sublinhando ao jornalista que a Petrobrás é uma "escola de brasilidade", que colocou o Brasil na liderança indiscutível no E&P, em águas profundas e ultraprofundas, com três prêmiações da OTC.

Craques

O diretor da AEPET fez ver ao jornalista que, além de formar mão-de-obra, a Companhia ainda exporta inumeráveis 'craques' para os setores público e privado. E os exemplos são inumeráveis. Alguns deles:

MACIEL NETO, ex-presidente da AEPET, presidiu também a CECRISA, A FORD, A SUZANO, A CAOA;

WAGNER VICTER, Secretário de Indústria Naval e Petróleo, Presidente da CEDAE, Secretário de Estado de Educação;

JULIO BUENO, Secretário de Desenvolvimento e da Fazenda no Estado do Rio.

JOÃO DE LUCA, Presidente do IBP, da RESPSOL, agora BARRA ENERGIA;

ARMANDO GUEDES, Diretor da SUZANO e da FIRJAN.

"São dezenas e dezenas de casos. Acredito mais no trabalho de equipe e desconfio dos estímulos ao individualismo, que pode criar competição desagregadora. Isto é próprio do neoliberalismo. Afinal, como disse Margareth Thatcher, 'não há sociedade. Só existem indivíduos'. No entanto, a Petrobrás, desde os movimentos que levaram à sua fundação, é uma prova viva do engano da Sra. Thatcher."

Última modificação em Sexta, 02 Março 2018 20:36
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