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Shell pode ser investigada por cumplicidade em abusos de direitos humanos

28 Novembro Lido 2992 vezes

A Royal Dutch Shell deve ser investigada por sua suposta cumplicidade em abusos de direitos humanos

nas ações militares da Nigéria na rica região petrolífera do Delta do Níger, na década de 1990, disse a Anistia Internacional, na terça-feira (28).

A organização dos direitos humanos pede que a Nigéria, os Países Baixos e o Reino Unido iniciem investigações sobre a Shell "e seu papel em uma série de crimes horríveis cometidos pelo governo militar nigeriano na região Ogonilândia, na década de 1990".

No início da década de 1990, o povo de Ogoni, no Delta do Níger, protestou contra a poluição em suas terras proveniente de operações de petróleo, e esses protestos foram esmagados pelo exército nigeriano.

A Anistia Internacional divulgou uma revisão dos documentos internos da empresa e das declarações de testemunhas que mostram que "a Shell repetidamente encorajou os militares da Nigéria a lidar com os protestos comunitários, mesmo sabendo os horrores que isso causaria: assassinatos, estupros, torturas, queima de aldeias ", disse Audrey Gaughran, diretora de Assuntos Globais da Anistia Internacional.

"É indiscutível que a Shell desempenhou um papel fundamental nos devastadores eventos na Ogonilândia na década de 1990, mas agora acreditamos que existem motivos suficientes para uma investigação criminal. Trazendo um enorme arquivo de evidências este é o primeiro passo para levar a Shell à justiça. Agora vamos preparar um arquivo criminal para enviar às autoridades competentes, com vistas à acusação", disse Anistia.

A Shell sempre negou as alegações de que esteve envolvida nesses eventos. Em uma carta à Anistia Internacional, em junho deste ano, a Shell Petroleum Development Company da Nigéria disse que as alegações são "falsas e sem mérito".

"A SPDC não entrou em conluio com as autoridades militares para suprimir a agitação da comunidade e de modo algum incentivou ou defendeu qualquer ato de violência na Nigéria. Na verdade, a empresa acredita que o diálogo é a melhor forma de resolver disputas. Sempre negamos essas alegações, nos termos mais fortes possíveis ", disse a unidade nigeriana da Shell.


Fonte: oilprice.com


Tradução: Alex Prado

Última modificação em Quarta, 29 Novembro 2017 15:50
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