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Colunista Emanuel Cancella

Serviços Privatizados: caos instalado e preços exorbitantes

Data: 30/01/2012 
Fonte: Agência Petroleira de Notícias

Um dia falta transporte e no outro falta luz. Para acabar com o caos instalado, só com os serviços essenciais e estratégicos sob a gestão de empresas estatais e públicas

Por Emanuel Cancella *

Faço parte do grupo de cidadãos que entende que os serviços essenciais e estratégicos devem ser estatais e públicos. A história tem mostrado isso.

A mídia é do partido do capital ou pertence ao capital, tanto faz. A verdade é que a mídia tem o poder de seduzir a sociedade com a história de que a iniciativa privada traz benefícios à população. Gostaria de ser informado onde a iniciativa privada é eficiente, onde fez os investimentos necessários e mantém serviços de excelência, com preços de tarifas razoáveis.

O que se vê no Brasil, é o Estado fazendo pesados investimentos com o dinheiro do contribuinte e depois entrega a obra pronta para a iniciativa privada. As estradas são construídas com o nosso dinheiro e depois entregues às operadoras, que cobram preços de pedágios inconcebíveis.

Aqui no Rio, os transportes (trem/metrô/barcas) operam em um verdadeiro caos. Na Ligth e no gás, como se não bastassem os serviços pífios, temos a explosão dos bueiros. No Rio, o jornal O Dia (de 25/1), destacou na primeira página: um dia é sem transporte e no outro sem luz. De excelência mesmo só os preços, para eles, pois para o povo são exorbitantes.

A população mais pobre tem se manifestado em todo o país contra o preço da tarifa dos transportes. No Rio, o governador Sérgio Cabral, além de autorizar o aumento da tarifa das barcas, concedeu um subsídio de 30 milhões (isso é dinheiro vivo na mão da concessionária). As barcas estão entre as piores prestadoras de serviços em transporte.

Os brasileiros já reprovaram as privatizações, que, diga-se de passagem, não resistem a uma investigação. Entretanto, não conseguimos implantar uma CPI para apurar o que hoje se conhece como “privataria”.  Leia, para saber o que rolou nas privatizações, o livro “A Privataria Tucana”, do jornalista Amaury Ribeiro Junior.  
Além  de serem consideradas como ação entre amigos, os resultados da transferência do público para o privado são ridículos.  Aliás, não é só a mídia que sustenta as privatizações, os governantes e grande parte dos políticos financiam suas campanhas com dinheiro dessas empresas.

Aqui no Rio, não conseguimos espaço na mídia para fazer esse tipo de crítica. A mídia critica de forma pontual, como se essas ocorrências nos serviços privatizados fossem uma coisa pontual. Apesar de derrotadas nas urnas por Lula e Dilma e nas ruas pela sociedade, as privatizações prosseguem, agora o governo Dilma, de forma contraditória, vai privatizar os aeroportos: Pasmem! Não vão privatizar todos os 67 aeroportos, somente os lucrativos!

* Emanuel Cancella é diretor do Sindipetro-RJ.



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