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Confessando a especulação de curto prazo para quem quiser apreciar

23 Dezembro Escrito por  Roberto Pereira D'Araujo Lido 518 vezes

face-homem Modelo mercantil brasileiro tem transparência ZERO

Vejam a reportagem da revista Brasil Energia. Ela descreve o embate envolvendo nada mais nada menos que o grupo BTG Pactual com claros interesses na privatização da Eletrobras e, agora, sócio da maior consultora de energia do país, a PSR.

"No dia 03/12, a ANA expediu a Resolução 51/2020, flexibilização de vazões pela ANA na bacia do Rio São Francisco, com publicação no Diário Oficial do dia seguinte (04/12). A medida interferiu na formação de preços, resultando em valores diferentes dos estimados pelas comercializadoras – que consideravam com base nas vazões mais restritas."

Como todos os técnicos do setor sabem, o PLD, preço de referência do nosso bizarro mercado livre, é simplesmente uma cópia do custo marginal de operação. No caso em pauta, trata-se de um efeito de curto prazo que muda um valor de R$ 200 para R$ 270.

Ao alegar "prejuízos para as comercializadoras", o grupo BTG Pactual, além de admitir contratos de curtíssimo prazo baseado apenas em questões conjunturais, sem querer, deixa evidente que a especulação é parcela significativa dos contratos, uma vez que contratos de longo prazo não são afetados por uma mudança operativa do ONS. Para que se justifique uma liminar, provavelmente o prejuízo é grande.

Como o modelo mercantil brasileiro tem transparência ZERO, é impressionante como se envolve a agência reguladora num conflito que não está dirigido aos graves problemas estruturais do setor.

https://energiahoje.editorabrasilenergia.com.br/proximo-pld-excluira-mudancas-na-vazao-do-sao-francisco/ 

Próximo PLD excluirá mudanças na vazão do São Francisco

Aneel aprova medida cautelar para BTG Pactual a fim de desconsiderar impacto de medida operativa da ANA no cálculo da próxima semana; decisão não foi unânime

Por Fabio Couto Publicado em 21/12/2020

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A Aneel aprovou medida cautelar pleiteada pela comercializadora BTG Pactual, para suspender os efeitos da resolução da ANA na formação do PLD, mas apenas para a próxima semana operativa, entre os dias 26/12 e 02/01. A decisão foi apertada, por três a dois diretores – que defenderam não acatar a cautelar. A decisão desconsidera, porém, os valores das três primeiras semanas operativas de dezembro, sem recálculo do preço.

O tema teve como relator o diretor Sandoval Feitosa, que foi acompanhado por Hélvio Guerra e Efrain Cruz. Já Elisa Bastos e André Pepitone votaram por não conceder a medida cautelar.

No fim de novembro, em reunião extraordinária, o Comitê de Monitoramento do Setor Elétrico (CMSE) aprovou a flexibilização de vazões pela ANA na bacia do Rio São Francisco, a fim de atendimento a múltiplos usos e considerando o baixo nível de armazenamento dos reservatórios.

No dia 03/12, a ANA expediu a Resolução 51/2020, com publicação no Diário Oficial do dia seguinte (04/12). A medida interferiu na formação de preços, resultando em valores diferentes dos estimados pelas comercializadoras – que consideravam com base nas vazões mais restritas.

As novas vazões foram consideradas na revisão do Programa Mensal de Operação Eletroenergética (PMO) do ONS para a segunda semana operativa de dezembro.

A medida da ANA, que na prática chegou ao conhecimento do mercado às 8:00 horas da sexta-feira (04/12), via DOU, não chegou a tempo de permitir alterações nas previsões das empresas, que indicavam um PLD na casa dos R$ 200/MWh, mas com as novas defluências, o preço fechou em R$ 270/MWh.

O BTG Pactual alegou prejuízos para as comercializadoras, que realizaram projeções de preços e tomaram posições sem prever a mudança estabelecida pela ANA. Na medida cautelar, a comercializadora afirmou que a Resolução 07/2017 do Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) estabelece que mudanças em dados relevantes para a formação de preços deve valer para os próximos 30 dias.

As exceções são erro de cálculo e mudanças nas restrições hídricas. O tema demandou extenso debate entre os diretores

Fonte: Ilumina

Última modificação em Terça, 22 Dezembro 2020 21:51
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