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Ano Novo ou desligar e reiniciar?

14 Dezembro Escrito por  Pedro Pinho Lido 448 vezes

pedro-pinhoO mundo está dominado pelo capital financeiro desde 1980.

E este capital, que denomino banca, tem o projeto de extermínio de quase toda a população. Por diversas vezes tenho escrito que a demografia, o crescimento mesmo vegetativo da população, é a mais importante opositora da banca. O segundo grande opositor, que eles estão celeremente destruindo, é o nacionalismo, que só tem sentido se houver Estados Nacionais.

Em 2020 eles conseguiram, com uma pandemia, dois grandes trunfos: a morte e a necessidade da vacina disponível em poucos países. Ou seja, a redução populacional e a exclusividade da fabricação que impõe a sujeição das nações à obediência a quatro países, seguindo o princípio da globalização. Mas há componentes que certamente irão dar saudades de 2020.

Comecemos pela inflação. A banca lucra com o dinheiro empoçado, palavras do Paulo Guedes. E foram colocados quase dois trilhões de reais, isto mesmo, dinheiro que nem se imagina, transferidos do Tesouro Nacional para os bancos que passam a receber como dívida do País com eles. Se duvidarem, acessem as páginas da Auditoria Cidadã da Dívida, na internet. Vocês verão como somos roubados, pois se trata de ganho ilícito e ilegítimo pelo sistema bancário.

Com a falta deste dinheiro, as indústrias, já assoladas pela pandemia e pelo desemprego, que reduz a massa de consumidores, passam a produzir ainda menos ou até nada fabricarem. Então seus produtos tem a elevação de preço correspondente à demanda. É o que explica a alta nos supermercados. Para os 12 meses, até novembro deste ano, a inflação chegou a 24,52% a.a. (IGPM), mesmo com as vendas no varejo ampliado, até outubro/2020, caírem 1,4% em volume, também no acumulado de um ano.

A taxa de juros para o cidadão comum não é a SELIC de 2% a.a., mas, no mínimo, de 26,5% a.a.

O futuro próximo será melhor? Claro que não. A chegada da dupla Biden-Kamala ao poder nos Estados Unidos da América (EUA), necessitando dar um impulso na produção e no emprego, faz-nos pensar que a inflação estadunidense, fruto dos gastos para estas medidas, nos será transferida pela conversão cambial.

Mais dinheiro empoçado também significa menos leitos nos hospitais, menos empregos na indústria, menos demanda por serviços, ou seja, de um lado sobe a inflação de outro reduz o crescimento, é a estagflação, palavra que sempre foi usada para ameaçar governantes populistas. Ou seja, os que colocavam o bem estar do povo como preocupação maior do que aquele das finanças.

Porém os recentes domínios dos assaltantes nas cidades de Criciúma (SC), Cametá (PA) e na Baixada Fluminense parecem nos mostrar que o capital dos ilícitos – das drogas, da prostituição, dos contrabandos de armas, pessoas e órgãos humanos – chegou aos poderes da República. No legislativo, fora o oportunismo político, nenhuma medida foi proposta, nem mesmo uma Comissão de Inquérito para investigar a ausência das forças de segurança. No judiciário, do mesmo modo, não houve ação adequada do Ministério Público nem para decisão de bloqueio de bens e recursos dos marginais e seus mandantes. Quanto ao executivo, onde está o aparelho de proteção do Estado, aprisionado no teto de gasto? Só para pagamento de uma dívida bastante controvertida existe recurso orçamentário? E os recursos dos tributos que nem chegam aos cofres públicos pelas mutretas inimputáveis da banca, ou protegidas por contratos onde a corrupção está fora da ação das Lavas Jato?

E para que tudo se dê como normal. Como se a fome, a miséria, a doença fossem obra da natureza e não da ação corruptora das autoridades que só servem ao capital, nunca ao trabalho, os representantes da banca, reunidos no Foro Econômico Mundial, como Apple, Microsoft, Facebook, IBM, IKEA, Lockheed Martin, Ericsson e Deloitte e Sixsmith, apareceram com o “Great Reset”. A Grande Reinicialização, em essência, é o aprofundamento de tudo que está levando ao fim os Estados Nacionais e à morte, imensos contingentes populacionais.

Há uma ideologia perversa por trás de tudo isso. É o liberalismo, uma ideologia de muitas máscaras, de muitas fantasias, que ora se transveste de ambientalista, ora de identitário, em alguns momentos até aparece como esquerdista, e mesmo nacionalista, quando todo seu pensamento é globalizante.

Mas o indivíduo como ser social, a solidariedade entre pessoas e povos, o Estado como protetor da sociedade e como intermediário isento nos conflitos entre cidadãos, jamais encontrará o liberalismo.

A Grande Reinicialização é outra empulhação como a da globalização que geraria mais riqueza para todos, da competitividade entre desiguais onde o resultado é previamente conhecido, de um empreendedorismo que efetivamente desemprega e deixa a pessoa sem recurso nem garantia e segurança no trabalho.

O ano que se inicia não prenuncia qualquer melhoria, salvo se o leitor for banqueiro, ou viva de renda financeira.

E o que mais assombra é esta imensa classe média fardada. Que vive de seu salário, que paga seus compromissos, que garante o consumo que impulsiona as fábricas, que é um cidadão que serve ao Estado e dele necessita para ter emprego e renda. Que lavagem cerebral sofreu para aceitar tanta farsa, tanta mentira, tanta corrupção da mente e no bolso? Espera, por acaso, um Messias. Ou estamos iludidos quanto a seu preparo e amor à Pátria.

Pedro Augusto Pinho, avô, administrador aposentado.

Fonte: Pátria Latina

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