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O capitalismo, um sistema carrasco da sociedade e de si mesmo

12 Novembro Escrito por  Argemiro Pertence Lido 408 vezes

face-homem Concentração da riqueza na mão de minorias gera pobreza, miséria, doença e fome

As teses de Karl Marx sobre o capitalismo, divulgadas a partir de 1867, ainda não foram contestadas. De acordo com Marx, apenas o trabalho produz riqueza em quaisquer dos setores da sociedade onde é requerido. Dentre os principais conceitos estabelecidos por Marx em suas teses está a mais-valia, que é uma expressão do âmbito da Economia e que, segundo Marx, equivale à parcela do valor da força de trabalho despendida por um trabalhador na produção de mercadorias que não é remunerada pelo capitalista.

A título de ilustração, digamos que o capitalista consiga remunerar a força de trabalho em 3 dias de trabalho de uma semana. Resulta disto que os demais 3 dias de trabalho (em uma semana de 6 dias de trabalho, à moda do século 19) produzirão a mais-valia ou o lucro do capitalista.

O conceito de lucro tornou-se natural nas sociedades europeias ainda semifeudais e contra o qual as populações mostraram-se incapazes de se insurgir. A acumulação do lucro, ao longo do tempo, tornou-se uma das metas dos capitalistas. Esta acumulação, cada vez maior e mais concentrada da riqueza, criou as bases para sociedades cada vez mais desiguais, violentas e injustas. Hoje, já no século 21, é fácil observar que bilhões de seres humanos são vítimas dos efeitos dessa concentração e, em última análise, vítimas do capitalismo, a origem de tudo.

A concentração da riqueza na mão de minorias gera, é certo, pobreza, miséria, doença e fome no âmbito de maiorias. Grande parte dessas maiorias está a buscar trabalho remunerado que possa assegurar um mínimo de dignidade para si e para os seus. Assim, para conseguirem um emprego, submetem-se a condições desvantajosas impostas pelos capitalistas e submetem-se a receber baixos salários. Ora, ao receberem baixos salários, as maiorias não poderão consumir quase nada além daquilo que as mantém vivas. Um menor consumo implica em menor lucro para os capitalistas.

Outro ponto a ser ressaltado é que em nossa época temos observado cada vez mais a tendência ao emprego de trabalho mecanizado, automatizado e robotizado. Ora, robôs não consomem e a substituição de trabalhadores por robôs tem aumentado o contingente dos desempregados e que, por certo, reduzirão seu consumo e, em consequência, o lucro dos capitalistas.

Resumindo a situação, o quadro não é dos mais coloridos. Algo, porém, parece claro: os capitalistas e seus admiradores não são dados ao pensamento no médio e no longo prazos. Assim, pouco se importam com o que vai suceder às futuras gerações, mesmo que estas incluam seus netos e bisnetos. Em adição, a redução do consumo por parte das maiorias implicará no enfraquecimento e, talvez, no médio prazo, no desaparecimento do capitalismo

Por outro lado, há alternativas a este caos programado. Basta, simplesmente, que se invalide a raiz dos males causados pelo capitalismo. O principal desses males é a concentração da riqueza e do acesso aos serviços. A distribuição igualitária destes irá certamente reduzir e, a seguir, eliminar a distorção aguda introduzida de forma arbitrária por governantes, líderes políticos, clérigos e burgueses favorecidos.

Argemiro Pertence foi vice-presidente da AEPET

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