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AEPET NOTÍCIAS 397

Data: 06/03/2013 
Arquivo: 397-TABLIDE-255-x33.pdf

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Intensificação da Luta por Aumento Real de Salários


Amudança  do  Gerente  Executivo  de  Recursos Humanos não trouxe alteração da prática adotada anteriormente na companhia, como era esperado pela AEPET (vide AEPET Notícias de Janeiro/2013, matéria “RH: Longe de Mudanças”).

 

Ao contrário, o projeto que está sendo implantado foi aprofundado com a adoção da chamada “A Estratégia de RH da Petrobrás entre 2011 e 2015”. O debate do PCAC com a chamada aceleração de carreira dos novos colocou todo o corpo técnico em questionamento direto ao que está sendo praticado pelo RH da Petrobrás.

 

PLR rebaixada - Com a contabilidade “suicida” da atual gestão da Petrobrás, um efeito previsível poderá acontecer na renda anual do corpo técnico da companhia. A PLR, que compõe parte significativa dos rendimentos dos petroleiros poderá sofrer uma drástica redução.

 

Este “fenômeno” não ocorrerá por que os petroleiros trabalharão menos que em anos anteriores. Nem por que a eficiência de seus processos produtivos tenha diminuído. Nem por que suas metas de produção tenham deixado de ser atingidas. Nada disso. O corpo técnico da Petrobrás poderá vir a receber menos por que os gestores da Petrobrás decidiram pela redução contábil do lucro no ano passado. Uma decisão da gestão que penalizará todo o corpo técnico.

 

Como o RH da Petrobrás pratica a chamada “Remuneração Variável”, muitos trabalhadores contam com a PLR para composição de seus rendimentos anuais. Esta fatia pode ser de até 30% da renda anual. 

 

A participação nos Lucros e Resultados, repetimos, representa, para uma boa parte do corpo técnico da companhia uma fatia significativa dos seus vencimentos.

 

A política de RH da Petrobrás, uma das responsáveis pelas dificuldades porque passa hoje a empresa, instituiu a PLR, os bonus, os níveis como artifício para driblar o artigo 41 da Petros que vincula o aumento dos benefícios ao salário do pessoal da ativa. Com isto se achatou os salários de tal forma, que o salário inicial da Petrobrás passou a ser menos da metade do salário das grandes estatais.

Vendedores de Enciclopédia - A despeito dos avanços da legislação trabalhista em todo o mundo, com o fenômeno da “Remuneração Variável” os trabalhadores passam a ver o resultado da venda de sua força de trabalho a depender do lucro e do resultado da empresa.

 

Como os trabalhadores não controlam esta gestão de resultados e lucros, seus rendimentos podem variar fortemente. A pergunta é: se a empresa der prejuízo, teremos que pagar para trabalhar? Em pleno século XXI, petroleiros da maior empresa do Brasil e uma das maiores do mundo são tratados como vendedores de enciclopédia. Se vender tem remuneração. Se não vender, não tem.

 

Luta por melhores salários – Se a remuneração variável é controlada pelos gestores da companhia, é preciso estabelecer pressões políticas para que esta seja mantida em patamares condizentes. Esta é uma ação sindical, que deve ser encaminhada pelos sindicatos com mobilizações unificadas em todo o país. A AEPET é solidária com os trabalhadores e incentiva todos a participar destas ações unificadas.

 

Entretanto, a batalha pela “PLR Máxima e Igual pra todos” é apenas uma pequena parte desta luta. A verdadeira luta está localizada na remuneração fixa. Especificamente na questão da valorização do salário básico de todos os petroleiros. Desde o salário de entrada na companhia, até o chamado “topo de carreira”, a AEPET passará a desenvolver uma campanha sistemática para que a companhia valorize seu corpo técnico com uma prática salarial condizente com o lugar que a Petrobrás ocupa no cenário nacional e internacional.

 

Não estamos falando da RENDA GLOBAL, nem dos rendimentos anuais. Estaremos buscando estabelecer um patamar superior para os chamados “Salários Básicos” de todo o corpo técnico. Pelo menos ao nível das 5 maiores estatais brasileiras.

 

 

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