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No Rio, movimentos sociais já organizam protestos

Data: 17/03/2011 
Fonte: Valor Econômico Autor: Francisco Goés

No Rio, movimentos sociaisorganizam os protestos

 
 
 
 

Os movimentos sociais e de trabalhadores ligados à indústria do petróleo estão preocupados com o interesse dos Estados Unidos no pré-sal. Ontem, na Cinelândia, no centro do Rio, lugar escolhido para o discurso do presidente Barack Obama, no domingo, surgiram faixas e charges criticando os americanos. Em uma delas, via-se as iniciais "USA" riscadas com um "X", seguidas da frase: "O petróleo tem que ser nosso."

 

O protesto isolado contra os EUA partiu de Antonio Santana, do Movimento Resistência Brasileira (MRB), independente de partidos políticos e nacionalista, segundo ele próprio definiu. Santana, que disse frequentar a Cinelândia desde os anos 60, questionou a visita de Obama: "Por que ele está vindo? Para ver o Cristo Redentor, o Pão de Açúcar? Ele vem porque quer o apoio popular para ter, em troca, o petróleo do pré-sal."

 

À noite, movimentos sociais se reuniram na sede do Sindicato dos Trabalhadores na Indústria do Petróleo do Rio de Janeiro (Sindipetro-RJ) para definir um manifesto e atos de protesto contra a visita de Obama ao Brasil. O certo é que haverá uma passeata amanhã na Avenida Rio Branco. Mas dificilmente os manifestantes conseguirão entrar na área da Cinelândia, que terá forte aparato de segurança.

 

Carlos Espinheira, diretor do Sindipetro-RJ, disse que a principal crítica dos movimentos sociais à visita de Obama refere-se ao interesse dos Estados Unidos no pré-sal, mas também há discordância em relação ao uso da Cinelândia, espaço de manifestações populares e democráticas nas últimas décadas, para sediar o discurso do presidente. "O importante é que os Estados Unidos ofereçam ao Brasil proposta em condições simétricas", acrescentou Fernando Siqueira, presidente da Associação dos Engenheiros da Petrobras (Aepet).

 

Ontem, parte do comércio da região não sabia se teria de fechar as portas no domingo, caso do cinema Odeon e do restaurante Verdinho da Cinelândia. O Amarelinho, tradicional restaurante da região, fundado em 1921, recebeu comunicação da prefeitura dizendo que terá de fechar as portas à meia-noite de sábado, só podendo reabrir na segunda. "Ordens são ordens", resignou-se José Lorenzo Lemos, sócio do Amarelinho.

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