Desrepactuação

DIREÇÃO DA FUP EM PÂNICO COM A CRISE E A DESREPACTUAÇÃO

Data: 16/10/2008 

Mais de 45 dias após a homologação do acordo `inter partes` na Ação Civil Pública junto à 18ª Vara Cível, a FUP divulgou uma nota pública contra a FNP – Frente Nacional dos Petroleiros, contra os Conselheiros Deliberativos que se mantém contra a lesão praticada contra o nosso patrimônio, e até mesmo contra o advogado dos petroleiros.

Por que só após mais de 45 dias? Por que todos os participantes estão preocupados com a situação da Petros na atual crise dos mercados. No que se refere ao atual Plano Petros, toda a massa de participantes foi ludibriada: a FUP mentiu e continua mentindo. A Petrobrás não pagará o principal, apenas juros de 6% ao ano sobre um principal cada vez menor.

Desmascarada publicamente, a FUP resolveu agredir de forma insana.

Não adianta agredir. A FUP mentiu e continua mentindo. A Petrobrás ratificou, o tempo todo, que pagará só juros. E foi a própria Petrobrás quem disse que a expectativa média do grupamento pré-70 é de mais 16 anos. Então, não há como pagar o principal em 20 anos se as reservas desse contingente praticamente desaparecerão atuarialmente em 16 anos. Então, se não é a FUP a credora, não adianta a ela dizer que a Petrobrás pagará a íntegra do principal ao final.

De uma forma demagógica, a referida FUP nega até os dados da Petros e Petrobrás sobre a expectativa de vida do grupo pré-70. Fala em `crueldade`, em `tragédia`, tentando transformar um dado técnico divulgado pela própria Globalprev em uma discussão emocional. Acabam pregando a imortalidade da alma e do corpo, como se estivessem criando uma nova religião. É a demagogia primária de quem acha que fala para gente primária. É uma ofensa à inteligência dos que construíram a auto-suficiência em petróleo, dos que descobriram a riqueza do pré-sal.

Se fosse mero engano da FUP, poderia ter sido consertado, após o alerta feito pelo advogado, ainda antes da celebração da Transação. Não era engano. A referida federação aceitou receber apenas 6% de juros ao ano, e nunca receber o principal. Aceitou em nosso nome, em nome da Petros, em nome dos participantes.

Desde o início da crise financeira mundial, os Conselheiros Deliberativos eleitos [Paulo Brandão e Ivan Barretto] vêm oficiando ao Conselho Deliberativo da Petros. Já foram vários pedidos de informações a propósito da atual situação da Petros, das aplicações que garantem nossa aposentadoria.

Da parte da FUP, no entanto, não havia qualquer pedido de informação, de esclarecimento, de providências. Embora a FUP tenha acesso, inclusive, a informações privilegiadas, nada fez. Seu acordo foi o de COMPRAR, COM DINHEIRO DOS PARTICIPANTES, DUAS VAGAS NA DIRETORIA DA ENTIDADE. Para quem essas vagas? Pretende a FUP que sejam ocupadas por seus sindicalistas. Trocaram nosso futuro, nossas garantias, por cargos.

Agora, no entanto, dadas as perdas imensas, há várias explicações que precisam ser dadas pela FUP.

A primeira, o fato de que exatamente em meio a uma crise, aceitou receber apenas juros, e juros miseráveis de 6% ao ano. E perdoaram, em nome dos participantes, o pagamento do principal.

A segunda, é que aceitou manter fora do Plano Petros BD os trabalhadores que ingressaram na companhia a partir de 2002. Recuou, voltou atrás, aceitou o que foi feito pela administração Flory. E jogou todos os trabalhadores que ingressaram na companhia a partir de 2002 para um plano de benefícios pior do que o oferecido há 6 anos. Por esse plano, os trabalhadores pós-2002 terão suas aposentadorias vinculadas à rentabilidade – justamente a rentabilidade dos mercados, das bolsas, ou seja, terão sua aposentadoria vinculada ao desabamento dos mercados.

A terceira, é que a FUP aceitou modificar o regulamento de forma a dividir eventuais déficits com os participantes. Até então, nada havia que nos pudesse imputar déficits no futuro. Agora, às vésperas da crise, a FUP concorda com uma mudança de regulamento que permite a divisão de déficits com os participantes, quando os nossos contratos nunca previram essa divisão.

A direção da FUP está em pânico

Não sabe mais o que dizer. Não sabe como justificar que trocou de posição, que dizia uma coisa na época de Flory e FHC e hoje diz outra. Não sabe como justificar que aceitou trocar nosso plano seguro por um plano `de mercado`. De um lado, apostava que venderia os direitos dos mais velhos fazendo demagogia para os mais novos. De outro, hoje, foi desmascarada – é obrigada a dizer abertamente aos novos participantes que desistiu de incluí-los no Plano Petros, e que jogou suas futuras aposentadorias para o mercado que agora desaba. Dividiu a categoria em dois planos de benefícios e agora acusa nossos sindicatos autênticos de divisionistas! Concordou em estabelecer uma contribuição fixa para a Petrobrás que, mesmo não atingindo os níveis esperados, não será aumentada!

A direção da FUP está em pânico porque vendeu os direitos dos mais velhos e agora é desmascarada pelos mais novos. A Previ já foi a público divulgar quais os impactos da crise em suas carteiras. A direção da Petros, não. Mantém a mesma política de desinformação, mantém os conselheiros Paulo Brandão, Ivan Barretto, Fernando Siqueira e Guilherme Vasconcellos informados apenas pelos jornais.

O novo sindicalismo

A FUP abraçou os mercados e agora desaba com eles. Já há um novo sindicalismo, sério, respeitado, que não é baseado em cargos, empreguismos ou na docilidade ao governo. É um sindicalismo autêntico, que pode até aprovar iniciativas governamentais, desde que sejam a favor do Brasil e dos trabalhadores.

Acabou o tempo do sindicalismo de negócios, aquele que espera a ordem do Presidente da República para fazer greve. Pobre Lula! Além de conduzir o Brasil, esperam que dirija também os sindicatos, que diga o que deve ser feito!

Desabou a fantasia

Aqueles que foram enganados pela FUP estão desrepactuando em massa. Perceberam o desabamento das mentiras, perceberam que as informações foram escondidas, sonegadas. Perceberam que o seu futuro foi trocado por cargos na Diretoria da Petros.

Desabou a fantasia da FUP. E aí está todo o seu desespero transformado em agressões às entidades que defenderam arduamente os participantes, que, independente de qual o governo, mantiveram a coerência. Agrediram até o advogado, que provavelmente não se manifestará porque mesmo desconstituído se mantém eticamente obrigado ao sigilo profissional.

As entidades que compõem a FNP estão solicitando, imediatamente, audiência com o Presidente da Petrobrás e com o Ministro das Minas e Energia.

Queremos a reabertura do Plano Petros para todos.

Queremos restabelecer a responsabilidade na administração de nosso plano e de nossos recursos.

Precisamos da união de todos.


 


 

Publicado originalmente: `Informativo FENASPE` (Outubro de 2008).

FENASPE - Federação Nacional das Associações de Aposentados, Pensionistas e Anistiados do Sistema Petrobrás e Petros.

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