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Precarização não combina com desenvolvimento

Data: 07/06/2017 
Autor: Rogério Lessa

Àqueles que defendem reformas trabalhistas com subtração de direitos e precarização das relações do trabalho sob o pretexto de aumentar a competitividade e a oferta de emprego no país, o economista Carlos Medeiros, da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), tem um recado bastante claro.

 

Citando dados compilados por Schmitt e Mitukiewicz (CEPR, 2011), Medeiros informou “aos reformadores de plantão” que os países da OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico, que reúne os maiores PIBs e melhores IDHs do planeta) que possuem as maiores razões de comércio e os maiores índices de uso das novas tecnologias são também os que apresentam a maior cobertura sindical (Suécia, Dinamarca, Finlândia, Holanda, Alemanha). 

 

“A grande queda na cobertura sindical ocorreu nos EUA, GB, Austrália e Japão, que possuem indicadores de comércio e difusão de tecnologias da informação e comunicação (TICs) inferiores aos destes países. O grau de sindicalização e a menor dispersão salarial que dele decorre é essencialmente determinado em cada país por razões políticas e institucionais e não por razões econômicas ou tecnológicas."

 

Diante disso, o economista questiona: “Será que a globalização (medida como a relação entre o comércio externo e o PIB) ou as novas tecnologias explicam a redução da sindicalização (contratos de trabalhos cobertos por sindicatos) observada em muitos países e, mais ainda; será que a sindicalização constitui um obstáculo ao desenvolvimento do comércio e difusão das novas tecnologias? 

 

O próprio professor Medeiros responde: “Não e não!” 


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