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Fenaspe denuncia manobras do governo interino contra o trabalhador

Data: 17/05/2016 
Autor: Rogério Lessa

Através de manifesto, a Federação Nacional das Associações de Aposentados, Pensionistas e Anistiados do Sistema Petrobras e Petros (Fenaspe) chama a atenção da sociedade para mais uma ameaça do governo interino à boa gestão dos fundos de pensão.  

 

A diretoria da Fenaspe destaca que "colocar os fundos de pensão, sob controle do Sistema Financeiro Nacional pode levar ao uso da poupança previdenciária para fins de política monetária, o que seria muito grave". Segundo a Fenaspe, o governo "se apressa em tomar medidas de impacto contra o interesse dos trabalhadores". 

 

Veja a carta 

 

A Previdência Social Pública e Privada sob ameaça temerária

 

O recém empossado Governo Temer se apressa em tomar medidas de impacto contra o interesse dos trabalhadores. Segundo o próprio governo, são medidas para enfrentar a crise econômica e política do Brasil. Entre suas preocupações centrais, percebe-se uma forte atuação sobre o sistema de previdência, com a fusão do Ministério da Previdência com o Ministério da Fazenda.

 

Estamos em um momento de extrema perplexidade do povo brasileiro com os últimos acontecimentos políticos. Esta iniciativa do Governo Federal somente promoverá confusão.

 

Sinaliza a volta do espectro negativo da tentativa da privatização da previdência pública e uso indevido da poupança privada para fins diferentes dos quais foi formada com suor e sacrifício do trabalhador brasileiro.

 

Cabe lembrar as famosas artimanhas tramadas em Brasília, no prédio conhecido como “bolo de noiva”, pela equipe de transição para o governo Collor. Estavam presentes as linhas gerais e estratégias para garrotear a previdência fechada complementar e para privatização da previdência pública, como compensação ao sistema financeiro pela redução ao mínimo da inflação existente.

 

O modelo neoliberal adotado no Chile na época era a fonte inspiradora. A luta intransigente das lideranças dos trabalhadores e aposentados, em articulação com as do sistema de previdência complementar, conseguiu resistir até que o afastamento do presidente reformista se consumou.

 

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