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Câmara e Senado em rota de colisão

Data: 09/05/2016 
Autor: Rogério Lessa

 

 

Os fatos políticos desta segunda-feira (9) deram uma clara dimensão da instabilidade política vivida pelo país. O presidente da Câmara, Waldir Maranhão (PP-MA), decidiu anular o processo de impeachment contra a presidente Dilma Rousseff, por constatar que "efetivamente ocorreram vícios que tornaram nula de pleno direito a sessão em questão".

 

Na prática, Maranhão anulou as sessões anteriormente realizadas na Câmara e determinou a realização de novas no prazo de cinco sessões, contadas da data do processo a ser devolvido pelo Senado à Casa. Ele informou que foi encaminhado um ofício ao presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL).

 

No entanto, a decisão do presidente da Câmara foi ignorada pelo colega do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), que deu prosseguimento ao trâmite do impeachment sem aguardar posicionamento do Supremo Tribunal Federal (STF).

 

A oposição argumenta que a decisão de Maranhão desrespeita o voto de mais de 300 deputados. Já os governistas lembram que a presidente recebeu 54 milhões de votos dos brasileiros que a elegeram.

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