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Produção no pré-sal continua contradizendo Serra

Data: 06/05/2016 
Fonte: ANP
Autor: Rogério Lessa

Contrariando mais uma vez o senador José Serra (PSDB-SP), para quem o pré-sal está "estagnado", a produção continua crescendo. Em um cenário no qual as grandes petroleiras estão desistindo de projetos caros e complexos, como informa reportagem do jornal Valor desta sexta-feira (6), a Agência Nacional do Petróleo, Gás e Biocombustíveis (ANP) anunciou que a produção em março se aproximou dos 885 mil barris de óleo equivalente por dia.

 

Veja o que diz o comunicado da ANP


A produção total de petróleo e gás natural no Brasil no mês de março totalizou 2,833 milhões de barris de óleo equivalente por dia (boe/d). A produção de petróleo em março de 2016 foi de aproximadamente 2,264 milhões de barris por dia (bbl/d), uma redução de 3% na comparação com o mês anterior e de 6,2% em relação ao mesmo mês em 2015. Já produção de gás natural totalizou 90,4 milhões de metros cúbicos por dia (m³/d), uma redução de 7,5% frente ao mês anterior e de 5,5 % na comparação com o mesmo mês em 2015. 

 

Pré-sal 

 

A produção do pré-sal, oriunda de 59 poços, foi de 883,8 mil barris de petróleo por dia (bbl/d) de petróleo e 35 milhões de metros cúbicos por dia (m³/d) de gás natural, totalizando 1,104 milhão de barris de óleo equivalente por dia (boe/d), um aumento de 1,2% em relação ao mês anterior. Os poços do “pré-sal” são aqueles cuja produção é realizada no horizonte geológico denominado pré-sal, em campos localizados na área definida no inciso IV do caput do art. 2º da Lei nº 12.351, de 2010. 

 

Queima de gás 

 

O aproveitamento de gás natural no mês foi de 94,9%. A queima de gás em março foi de 4,6 milhões de metros cúbicos por dia (m³/d), uma redução de 1,4% se comparada ao mês anterior e um aumento de 22,4% em relação ao mesmo mês em 2015. 

 

Campos produtores 

 

Os campos marítimos produziram 93,2% do petróleo e 75,9% do gás natural. A produção ocorreu em 8.921 poços, sendo 776 marítimos e 8.165 terrestres. Os campos operados pela Petrobras produziram 94,3% do petróleo e gás natural. 

 

O campo de Lula, na Bacia de Santos, foi o maior produtor de petróleo e gás natural, produzindo, em média, 426,4 mil bbl/d de petróleo e 20,3 milhões de m³/d de gás natural. 

 

Estreito, na Bacia Potiguar, teve o maior número de poços produtores: 1.050. Marlim, na Bacia de Campos, foi o campo marítimo com maior número de poços produtores: 48. 

 

A plataforma FPSO Cidade de Mangaratiba, localizada no campo de Lula, produziu, por meio de cinco poços a ela interligados, 171,9 mil boe/d e foi a plataforma com maior produção. 

 

As bacias maduras terrestres (campos/testes de longa duração das bacias do Espírito Santo, Potiguar, Recôncavo, Sergipe e Alagoas) produziram 160,6 mil boe/d, sendo 130,4 mil bbl/d de petróleo e 4,8 milhões de m³/d de gás natural. Desse total, 155,5 mil barris de óleo equivalente por dia foram produzidos pela Petrobras e 5,1 mil boe/d por concessões não operadas pela Petrobras, sendo 406 boe/d em Alagoas, 1.700 boe/d na Bahia, 15 boe/d no Espírito Santo, 2.700 boe/d no Rio Grande do Norte e 276 boe/d em Sergipe. 

 

Outras informações 

 

Em março de 2016, 308 concessões, operadas por 26 empresas, foram responsáveis pela produção nacional. Destas, 82 são concessões marítimas e 226 terrestres. Do total das concessões produtoras, uma encontra-se em atividade exploratória e produzindo através de Teste de Longa Duração (TLD) e outras dez são relativas a contratos de áreas contendo acumulações marginais. 

 

O grau API médio do petróleo produzido em março foi de 25,6, sendo 7,7% da produção considerada óleo leve (>=31°API), 64,5% óleo médio (>=22 API e <31 API) e 27,8% óleo pesado (<22 API), de acordo com a classificação da Portaria ANP nº 09/2000. 

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