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Petrobrás avança no pré-sal, mas governo já admite entregá-lo às multinacionais

Data: 16/02/2016 
Autor: Alex Prado

A Petrobrás anunciou nesta terça-feira (16) o início das operações na área de Lula Alto, através do navio-plataforma Cidade de Maricá, cuja capacidade é de produzir, diariamente, até 150 mil barris de petróleo e 6 milhões de metros cúbicos de gás. Entretanto, no mesmo dia, a grande mídia noticiava que a presidente Dilma deve aceitar mudanças nas regras do pré-sal, acabando com a obrigatoriedade de a Petrobrás ser a operadora única. A AEPET reafirma sua defesa dessa exigência, fundamental para a soberania do país e do futuro da Petrobrás.

Em maio de 2015, a AEPET publicou o documento “As 14 principais razões porque a Petrobrás deve ser a operadora única do pré-sal” (clique aqui), demonstrando os erros e danos que o projeto de lei 131, do senador José Serra. 

O momento atual do mercado de petróleo, com o barril cotado em US$ 30, reforça a posição da AEPET, pois fazer leilões de áreas do pré-sal agora seria entregar uma grande riqueza e preço de banana. O pré-sal não pode ser explorado numa perspectiva imediatista, principalmente quando a Petrobrás encontra-se fragilizada, tentando se recuperar dos estragos causados pela corrupção apontada pela Lava Jato.

Mesmo assim, a Petrobrás tem conseguido manter e ampliar a exploração do pré-sal, que já responde por mais de um terço da produção nacional do petróleo. A consolidação da Bacia de Santos, que responde por 70% da produção da camada pré-sal, vem se dando há pouco mais de cinco anos, com uma média de lançamento de uma grande plataforma a cada nove meses. A performance da produção tem se mostrado dentre as melhores em termos mundiais, sendo que os quatro primeiros sistemas de produção, instalados entre 2010 e 2014, permanecem produzindo praticamente a plena capacidade (475 mil barris diários de petróleo, com apenas 19 poços produtores) e os três mais recentes, que estão em fase de crescimento da produção, também apresentam o mesmo alto desempenho com relação aos poços já em operação (205 mil barris diários de petróleo com apenas sete poços produtores).

Estes dados reforçam a capacidade da Petrobrás e de seu corpo técnico. Alterar as regras da Lei de Partilha é um crime de lesa-Pátria que, em nome de uma suposta governabilidade, afeta o futuro da empresa e a soberania nacional.


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