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Até setor privado defende operador único

Data: 11/02/2016 
Autor: Rogério Lessa

“São notícias requentadas que só interessam ao setor financeiro, cujo único objetivo é o lucro. Mas a entrevista mostra também o quanto é importante a figura do operador único.” A análise é do diretor do Sindipetro-RJ, Emanuel Cancella, ao comentar entrevista do consultor Márcio Balthazar, da NatGas, ao site Petronotícias, que, enquanto Serra defende seu projeto de retirar da Petrobrás a exclusividade na operação do pré-sal, defendeu a criação de um operador único para transporte de gás no país – o ONGAS. Este, no entanto, não seria gerido pela Petrobrás e sim por uma agência mista, após a venda de parte da Transpetro. 

 

Ao contrário de Balthazar, Cancella defende que, além de se manter como operadora única do pré-sal, a Petrobrás exerça o controle da distribuição de gás, não venda ativos estratégicos e termine a construção das duas refinarias que, segundo o dirigente sindical, darão ao país autossuficiência no refino. Cancella defende também a conclusão do Comperj, “braço petroquímico” da Petrobrás. 

 

“Essas iniciativas poderão dobrar a participação do Sistema Petrobrás no PIB brasileiro”, calcula, frisando a importância de uma Petrobrás 100% estatal. 

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