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Munhoz: "Petrobrás deve cobrar do Tesouro prejuízo causado com preço baixo da gasolina"

Data: 18/11/2015 
Autor: Rogério Lessa

O economista Dércio Garcia Munhoz, ex-presidente do Conselho Federal de Economia (Cofecon) alerta para a necessidade de um plano de resgate da Petrobrás, evitando que a empresa seja obrigada a vender ativos. “A Companhia foi gravemente prejudicada pela política de contenção de preços da gasolina. Muito mais do que pela corrupção. O Tesouro deveria ser responsabilizado e repor esse prejuízo”, afirmou, lembrando que já existe precedente jurídico para tanto. “A Transbrasil ganhou na justiça reposição pelas perdas causadas pelo congelamento das tarifas aéreas”, disse.

 

O economista ponderou também que a venda de ativos retira a Petrobrás de segmentos estratégicos para ela mesma e para o Brasil. “Se a legislação para a exploração do pré-sal for modificada, quem ganhará são as empresas estrangeiras, em detrimento da Petrobrás e do Brasil. Será a repetição do que Roberto Campos (ministro da Fazenda no regime militar) fez com Carajás, entregue a uma empresa estrangeira, que somente depois foi recuperado pela Vale”.

 

O ex-presidente do Cofecon acrescenta a este quadro a desvalorização do real, que aumentou os encargos da empresa, compensados apenas parcialmente pelas receitas. “Some-se a isso tudo a desvalorização dos preços do petróleo no mercado internacional e teremos um quadro extremamente difícil para a Companhia, se não houver um plano efetivo de recuperação”, disse, aprovando o comportamento dos petroleiros que, além de reivindicarem reposição salarial, estão se mantendo firmes contra a venda de ativos da Petrobrás para corrigir problemas que não foram causados pela Companhia, mas pela “política fantasiosa do governo de criar uma suposta classe média a custa da destruição da indústria nacional”.


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