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Maranhão: "Sem Petrobrás como parceira, leilões são um fracasso"

Data: 08/10/2015 
Autor: Rogério Lessa

A Petrobrás continua nas manchetes dos principais jornais, com notícias boas e ruins. A melhor delas, na opinião do ex-deputado federal Ricardo Maranhão, que é conselheiro da AEPET, foi a negação do pedido de urgência na Câmara dos Deputados para revisão da lei de concessões, que, na prática, representaria grande ameaça ao regime de partilha. 

 

“Foi uma vitória dos nacionalistas e patriotas. E uma derrota fragorosa daqueles que de forma absolutamente irresponsável e impatriótica querem discutir a questão do pré-sal com urgência para se aproveitar da conjuntura de um governo fragilizado e da situação pontual que a Petrobrás atravessa”, definiu Maranhão, lamentando que a presidência da Câmara, “um dos cargos de maior importância no país”, esteja sendo ocupado por um parlamentar que está sendo acusado de “deter dinheiro sujo no exterior”.

 

Outra notícia que ocupou as primeiras páginas dos cadernos de economia dos principais jornais foi o grande fracasso da 13ª rodada de leilões (apenas 17% das áreas leiloadas foram arrematadas), mesmo sendo em áreas do pós-sal e, portanto, não submetidas ao regime de partilha, que obriga a participação da Petrobrás em todos os empreendimentos. “Para nós, que somos contra os leilões, é uma notícia boa. A própria ANP foi obrigada a reconhecer que a locomotiva da exploração do petróleo no Brasil é a Petrobras e que, sem ela, os grandes players estrangeiros não querem entrar”, resumiu, criticando a pressa de explorar petróleo em um país que possui reservas que garantem mais de 50 anos de abastecimento. 

 

Já em relação à política de conteúdo nacional as últimas informações não são positivas, na visão do conselheiro da AEPET. Somente este ano a Petrobrás já foi multada em mais de US$ 200 milhões por não cumprir regras vigentes. “Uma empresa que está enfrentando dificuldades não pode se dar ao luxo de pagar multas. Sabemos que um dia de atraso na produção de uma plataforma pode superar US$ 2 milhões e que, se o fabricante ou prestador estrangeiro parece mais seguro, a tendência é encomendar deles, pois a multa é menor que o prejuízo pela interrupção. Mas não é assim que se faz”, criticou. 

 

Para Maranhão, o não cumprimento às regras de conteúdo nacional é um desrespeito à lei, à indústria nacional e à engenharia brasileira. “Devido à sua história, a Petrobrás tem responsabilidade especial, precisa dar o exemplo. É uma empresa de capital misto e, além de ser eficiente e dar lucro, tem que estar em sintonia com o os interesses do povo e do desenvolvimento do país, não apenas do mercado”. 

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