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Requião: "Brasil não pode seguir a sina da maldição do petróleo"

Data: 17/04/2015 
Autor: Rogério Lessa

Durante discurso no Congresso, o senador Roberto Requião (PMDB-PR) defendeu a manutenção da legislação que garante a Petrobrás como operadora única do pré-sal, o regime de partilha e a política de conteúdo nacional que no momento estão sob ataque de interesses privados e estrangeiros. “Apenas uma pequena área do pré-sal foi prospectada, mesmo assim já foram descobertas reservas de 80 bilhões de barris. A projeção de técnicos da empresa é que as reservas de toda a área do pré-sal ultrapassem 300 bilhões de barris, equilaventes às reservas conhecidas da Venezuela e Arábia Saudita, as maiores do planeta.”

 

Requião frisou que o Brasil não pode seguir “a sina da maldição do petróleo” que, segundo o senador paranaense, “persegue os países subdesenvolvidos com grandes reservas e que continuam subdesenvolvidos porque entregaram essas reservas para os países imperialistas”.  

 

O senador observou que o Brasil exauriu diversos ciclos econômicos impulsionados por riquezas naturais sem que chegasse ao desenvolvimento e sem que seu povo fosse diretamente beneficiado. Ele não quer que aconteça o mesmo após a exploração do petróleo do pré-sal. “Não há ocasião mais apropriada para se discutir um projeto para o Brasil do que este período pós descoberta do pré-sal. Mas, ao invés disso, estamos às voltas com a recidiva das falidas políticas neoliberais que o senhor Joaquim Levy propõem para que o país saia da crise”, criticou.

 

Requião lembrou ainda uma das prerrogativas constitucionais que não são cumpridas oportunamente no país, deixando os cidadãos à mercê das manipulações midiáticas: o direito de resposta. “É preciso instituir o direito de resposta como forma de romper o monopólio de opinião e de restabelecer o contraditório e a verdade dos fatos”, resumiu.


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