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Repetro privilegia importações

Data: 29/01/2015 
Fonte: Petronotícias Autor: Rogério Lessa

O presidente da Associação Brasileira da Indústrias de Máquinas e Equipamentos (Abimaq), Carlos Pastoriza, concedeu entrevista ao site Petronotícias na qual criticou duramente a política de conteúdo local adotada pelo governo. Segundo o executivo, as regras "são falhas e não conseguem fiscalizar uma empresa que não queira cumprir o conteúdo estabelecido". Pastoriza classifica esta política como "esquizofrênica", já que, segundo ele, "ao mesmo tempo em que exige conteúdo local nas regras de concessão, o governo dá isenção para importações”, afirmou.

 

Apesar da promessa de correção feita pelo governo, Pastoriza criticou o pequeno impacto gerado pelos investimentos da Petrobrás na cadeia de equipamentos e máquinas, aproveitando para elogiar a forma com que o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) lida com a política: “Ao todo, tivemos R$ 4 bilhões em vendas de óleo e gás em 2014, sendo que só a Petrobrás investiu mais de R$ 100 bilhões no setor. É uma quantidade irrisória de conteúdo local. No sistema de financiamento do BNDES, ao contrário, temos um funcionamento sério da política, exigindo 60% de participação no peso e no preço dos produtos”, observou.

 

A AEPET também tem chamado a atenção para essa contradição, embutida no Regime Aduaneiro Especial de Importação e Exportação de Bens Destinados à Pesquisa e Lavra de Petróleo e Gás (Repetro). "O Repetro desonera as importações, mas não o fabricante nacional", resume Silvio Sinedino, vice-diretor de pessoal da AEPET, que é representante eleito dos funcionários da Petrobrás no Conselho de Administração.

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