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Cerco à Petrobrás continua, sem trégua

Data: 15/12/2014 
Autor: Rogério Lessa

A mídia agora informa sobre uma suposta intenção do governo de que a Petrobrás arque com as dívidas trabalhistas de fornecedores, em virtude de problemas de caixa e insegurança jurídica que teriam sido causados pela operação Lava Jato. Tal proposta de benefício aos corruptores teria origem no cartório da segunda vara da Justiça do Trabalho em Macaé, norte do Estado do Rio. O argumento é de que Macaé vive uma “onda de demissões”, que se reflete no salto do número de ações trabalhistas abertas na cidade, que triplicou neste ano. São cerca de 14 mil novos processos, ante 4.800 em 2013.

“Cerca de 63% dos empregos formais em Macaé são ligados à indústria do petróleo. As dispensas decorrentes da crise na estatal atingem de operários a executivos. A política de revisão de contratos da Petrobrás, iniciada em 2013 e ampliada em março após a Operação Lava Jato, acentuou o desaquecimento do setor”, diz a matéria, acrescentando que a redução da atividade da Petrobrás se estendeu por toda a cadeia e atinge até gigantes mundiais do setor, como Schlumberger, Baker and Hughes e Halliburton, empresas prestadoras de serviços especializados para plataformas. Esse poderoso segmento estrangeiro, que está longe de precisar de ajuda e não tem nenhum compromisso com os trabalhadores brasileiros, dispensou cerca de 10 mil pessoas em 12 meses, segundo estimativas do secretário-executivo da Abespetro (Associação Brasileira das Empresas de Serviço de Petróleo), Gilson Coelho.


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