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AEPET ratifica seu repúdio à corrupção e uso político da Petrobrás

Data: 05/12/2014 
Autor: Rogério Lessa

A AEPET – Associação dos Engenheiros da PETROBRÁS vem manifestar seu total repúdio ao processo de corrupção e uso político partidário de que a PETROBRÁS está sendo vítima, comprometendo sua imagem, credibilidade e capacidade para desempenho de sua missão para a Soberania do Brasil. A Companhia tem 88 mil técnicos sérios, competentes e honestos, que não podem ser denegridos por meia dúzia de indivíduos que, nomeados para atender objetivos de políticos, abriram mão de seu caráter. 

 

A PETROBRÁS foi criada em 1954, como resultado da maior campanha cívica do País “O petróleo é nosso”. Nestes 61 anos, a despeito daqueles que sempre atuaram no campo oposto, o do entreguismo, ela firmou-se como a maior empresa do País, saindo de zero em reservas provadas, para os 70 bilhões de barris atuais; criou tecnologias únicas no mundo; fomentou a indústria nacional, assumindo o protagonismo no desenvolvimento do Brasil.

 

Neste momento difícil, a AEPET cumpre sua obrigação de sair em defesa da sua razão de existir: a Petrobrás, seus empregados e a Soberania Nacional. Por sinal, foi a partir do momento em que a diretoria da Petrobrás passou a desconsiderar a opinião dos técnicos e tomar decisões políticas, de cima para baixo, que a empresa ficou muito mais vulnerável e os projetos perderam eficiência.

Faz-se necessário evidenciar também o caráter estrutural, histórico e sistêmico desse câncer que é a corrupção no país, pois mesmo quando alguns dos responsáveis são identificados, raramente são punidos. Hoje isso é agravado pelo processo de escolha dos administradores dos Entes Públicos, em que pesam mais o interesse de quem patrocina a indicação e o valor do orçamento a ser administrado, do que a competência e o interesse da Instituição administrada. A este quadro, devemos acrescentar o modelo implantado na década de 90, de financiamento de campanhas eleitorais por doações de empresas que, obviamente, o fazem como investimento visando seu lucro futuro.

 

Não podemos ser guiados pelo espetáculo midiático, intenso e repetitivo, envolvendo os atos de corrupção que a PETROBRÁS está sendo vítima, arrastando-a ao descrédito e à humilhação, como se fossem os únicos, numa campanha sórdida para tirá-la da condição de operadora única do pré-sal e até privatizá-la. 

 

A AEPET sempre se manifestou em favor da transparência e do aperfeiçoamento das leis e dos modelos de gestão, e é fundamental que a Petrobrás siga esses preceitos para sua perenidade e o benefício da Sociedade Brasileira.  Para tal faz-se necessário um controle social mais eficaz. 

 

A AEPET também defende a mudança no modelo de terceirização e de contratação implantados a partir dos anos 90, de excessiva dependência, principalmente nas áreas de sua atividade fim e de desenvolvimento tecnológico, em que seus recursos próprios altamente qualificados estão reduzidos a fiscalizar mão de obra menos preparada e comprometida. Isso é completamente incompatível para uma Companhia intensiva em capital, de alta tecnologia, alto risco e necessidade de permanente desenvolvimento tecnológico e capacitação de pessoal. 

 

Outro aspecto negativo da terceirização é o retrocesso representado pelo retorno à contratação dos empreendimentos da Companhia no modelo EPC (sigla em inglês da expressão Engineering, Procurement and Construction), que são contratos de amplo escopo que incluem a engenharia de detalhamento, a compra dos equipamentos e materiais, a construção e a montagem das Unidades Industriais. Esse modelo contratual de escopo tão amplo foi abandonado pela PETROBRAS na década de 60, por deixá-la refém de um único fornecedor, além de facilitar a cartelização das Empreiteiras.

 

Agora está se verificando que essa terceirização é a maior fonte de desvios e fraudes nos negócios da Companhia, que nos leva a questionar se ela é a causa ou a consequência para a mudança do modelo de prestação de serviços de terceiros.

 

Esperamos que todos os petroleiros se juntem a esta luta e disponham da AEPET como ferramenta para que prevaleçam no País a Justiça e a Soberania Nacional, privilegiando um modelo de desenvolvimento econômico e social que, além da Petrobrás, beneficie a totalidade da sociedade e não apenas um segmento constituído por algumas pessoas e grandes empresas, nacionais ou estrangeiras.

 

É preciso lembrar aos brasileiros, inclusive àqueles que já defendem a privatização, que as petroleiras privadas estrangeiras são das mais corruptas e corruptoras do mundo, sendo protagonistas em deposição e assassinato de governantes e deflagração de conflitos de proporção mundial.

 

Esperamos que esse lamentável escândalo sirva como início de uma radical mudança na luta contra a corrupção e sua impunidade, não só pela perda e desvios econômicos, mas, também, pela deterioração ética e moral da Sociedade e a perda da confiança nas pessoas e nas Instituições, que ela acarreta.


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