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Combustível mais caro melhora cenário para Petrobrás em 2015

Data: 05/11/2014 
Autor: Rogério Lessa

O ano de 2015 será bem melhor para a Petrobrás. Quem afirma é o conselheiro da AEPET, Ricardo Maranhão. Seu otimismo começa pela sinalização do governo favorável ao reajuste nos preços dos combustíveis. Além disso, com o petróleo em queda, a situação no curto prazo favorece a quem importa petróleo. “A ficção tarifária é sempre prejudicial, sobretudo para uma empresa que tem outros acionistas além do governo e um plano de negócios que prevê investimentos de R$ 234 bilhões”, comenta Maranhão, que é ex-deputado federal. 

Este ano os preços do petróleo já caíram ao nível de 2010, quando o barril estava cotado a US$ 82,82. Maranhão, no entanto, chama a atenção para possíveis interesses geopolíticos que podem estar por trás dessa queda, já que a Arábia Saudita não pretende reduzir produção para segurar as cotações. 

“Além de tirar competitividade do chamado gás de xisto, o que mantém os Estados Unidos dependentes do petróleo, o preço do barril em queda atinge diretamente produtores como Rússia e Irã, adversários dos americanos, que, paradoxalmente,  são parceiros históricos dos sauditas”, resume.

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