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OPEP fraca é ameaça a Rússia e Irã

Data: 30/10/2014 
Autor: Rogério Lessa

De acordo com uma análise do Goldman Sachs, gradativamente os Estados Unidos estão assumindo a função de regulador dos preços no mercado mundial de petróleo, em detrimento da OPEP.  Isto está ocorrendo em função do contínuo crescimento da oferta não OPEP, que foi um dos fatores da queda de US$ 15/bbl  nos preços em questão de semanas. 

Na opinião do vice-presidente da AEPET, Fernando Siqueira, os EUA e a Arábia Saudita estão articulados para criar dificuldades para a Rússia e o Irã. “Caindo o mercado e o preço, o Irã passa a precisar que o barril vá a US$ 140. A Rússia também. Na década de 1990, Inglaterra e EUA, junto do Arábia Saudita, quebraram o país levando o barril a US$ 10”, lembra Siqueira

Por sua vez, a Arábia Saudita tem interesse em inviabilizar o gás de xisto (shale gas, em inglês), cujo custo de produção está a US$ 90 o barril. No entanto, o preço baixo do petróleo pode ser um “tiro no pé” para os sauditas, pois o país não sustenta produção acima da média por muito tempo. 

Para o pré-sal, a situação ainda é confortável. Siqueira calcula que para inviabilizá-lo o custo do barril tem que chegar a menos de US$ 40. 

O cenário acima descrito pode se tornar ainda mais grave se o Iraque confirmar a expectativa de aumento da produção. De acordo com a estatal iraquiana South Oil Co., a 

produção de petróleo do sul do país terá um total de 3,4 MM bpd nos próximos 4 anos, acentua o boletim Panorama Estratégico, da Petrobrás.


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