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Agenda internacional

Data: 07/10/2014 
Fonte: Carta Maior
Autor: Flávio Aguiar

Brasil

 

Repercute na mídia internacional a realização do primeiro turno das eleições brasileiras. Duas tendências se destacam nesta repercussão. A mídia e os comentaristas mais conservadores não escondem sua esperança, que chega à torcida, embora discreta, para que Marina Silva apoie Aécio Neves no segundo turno, no dia 26. Todos, porém manifestam surpresa diante da eliminação de Marina deste segundo turno. Há comentários também que destacam que a presidenta Dilma ainda mantém um leve favoritismo porque a distância, em termos de número de votos, que ela tem de percorrer para ganhar é bem menor do que a do candidato mineiro. Este teria de atrair para si a grande maioria dos votos dados a Marina no primeiro turno.

 

Em termos de temas abordados, o destaque vai para as denúncias de corrupção em torno da Petrobrás e a vantagem que as políticas sociais bem sucedidas dão à presidenta Dilma. Também houve destaque para a reeleição do governador Geraldo Alckmin em São Paulo, apesar da crise no abastecimento de água, e para a derrota histórica do PSDB em Minas Gerais, reduto do próprio candidato Aécio Neves. De quebra, o processo eleitoral brasileiro é elogiado unanimente, tanto no que se refere à ordem e à lisura do pleito, quanto no que toca à votação eletrônica e a rapidez da apuração.

 

Hong Kong 

Os manifestantes permanecem nas ruas em Hong Kong, apesar do governo ter dado prazo até esta segunda para que os protestos acabem. Líderes dos estudantes dizem que não vão recuar. Mas o fato é que as manifestaçòes estão perdendo ímpeto. Os manifestantes abriram várias das barreiras e barricadas que tinham erguido no centro da cidade, permitindo que os funcionários públicos possam chegar aos prédios da administração onde trabalham. As escolas de nível médio foram reabertas, e o governador Leung Chung-Ying acenou novamente com a possibilidade de negociações.

 

ISIS

 

Pesquisa feita pelo grupo Conflict Armament Research mostra que munição do grupo ISIS tem origem sobretudo nos Estados Unidos, China, Rússia e Sérvia. A hipótese é que esta munição tenha sido desviada dos exércitos iraquiano e sírio, ou então tenham sido apreendidas pelo grupo de outros grupos rebeledes na Síria, sobretudo. A luta na fronteira entre o Iraque e a Turquia, do grupo ISIS contra os curdos, invadiu o território deste país. O governo turco vem deslocando tropas para a fronteira, mas até o momento estas não entraram em território do Iraque.

 

Bulgária

 

Na terra do pai da presidenta Dilma a direita ganha eleição parlamentar mas vai ser difícil formar um governo. Om partido Gerb, liderado por Boyko Borisav ficou com o maior número de cadeiras, mas não obteve maioria. O Partido Socialista perdeu várias cadeiras, numa derrota considerada de grande porte. Se formado, este será o 5º. Governo do país em dois anos. Borisov disse que vai tentar formar o governo, mas recenheceu a dificuldade, embora deseje evitar a todo custo a possibilidade de uma nova eleição.

 

Ebola

 

A OMS ampliou lista de países atingidos pelo vírus ebola: Além da Libéria, Serra Leoa e Guiné, a lista oficial agora inclui Nigéria, República Democrática do Congo e o Senegal. Neste último país foi registrado apenas um caso, e não fatal. Os dados da OMS falam em quase 7.500 casos com 3.435 vítimas fatais.

 

Ucrânia

 

Começa esta semana a campanha para eleição parlamentar na Ucrânia, prevista para 26 de outubro, dia do segundo turno no Brasil. O favoritismo fica com o chamado “Bloco Poroshenko”, uma coalizão que apóia o atual presidente, eleito em maio. Espera-se também a eleição de um grupo grande de parlamentares ligados a grupos de direita e militantes dos movimentos e milícias neo-fascistas que apóiam o exército de Kiev. A votação em partidos de esquerda deve cair porque quase certamente não será possivel realkizar eleições nas províncias dominadas pelo separatistas a leste, e também não haverá pleito na Crimeia, reanexada pela Rússia.

 

Zona do Euro

 

Pesquisas de asessorias financeiras mostram que o medo de uma recessão prolongada cresce na Zona do Euro, retraindo investidores. O medo aumenta apesar de nesta semana o Banco Central Europeu começar a comprar títulos de bancos endividados para facilitar as operações de crédito, na tentativa de ebvitar a deflação e a estagnação econômica. O novo clima de ceticismo se deve à desaceleração da economia alemã, com o número de pedidos à sua indústria em queda desde o primeiro semestre.

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