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Lobistas querem esvaziar Petrobrás com menos conteúdo nacional e mais leilões

Data: 15/09/2014 
Autor: Rogério Lessa

Sinedino denuncia ação de lobistas

“Sentindo-se fracos para mudar o modelo de partilha, Shell e IBP (Instituto Brasileiro do Petróleo e Gás Natural) agora pressionam para que a Petrobrás deixe de ser operadora única do pré-sal e pela flexibilização das regras de conteúdo nacional”. A crítica é do presidente da AEPET, Silvio Sinedino, em resposta aos interesses lobistas que ficaram explícitos no Rio Oil & Gas, evento do setor petrolífero em andamento no Rio de Janeiro, que tem o IBP como anfitrião.

A despeito do fato relatado pelo Sebrae no próprio evento, de que a cadeia de negócios do pré-sal é “bilionária não apenas para as grandes empresas, mas também para as pequenas e médias (movimentaram R$ 5,5 bilhões desde 2005 a partir de parcerias com a Petrobrás)” o presidente do IBP, João Carlos de Luca, acha que o cenário atual do setor de petróleo e gás é ruim. Como consequência, disse Luca, “sofre toda a cadeia fornecedora que, no passado, tinha a Petrobrás como responsável por 60% dos seus negócios e que hoje depende em 90% das compras da estatal”.

Tanto o presidente do IBP, quanto o representante da Shell, o vice-presidente de Novos Negócios para Américas, Jorge Santos Silva, defenderam a realização de mais leilões no país. “Este último afirmou que teria muito prazer em utilizar fornecedores locais, mas eles precisam ser competitivos”, reclamou Sinedino, que é representante eleito dos funcionários da Petrobrás no Conselho de Administração da Companhia. “Somos contrários à realização de leilões e queremos manter a Petrobrás como operadora única do pré-sal, bem como as regras de conteúdo nacional”, ratificou o presidente da AEPET.

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