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Até 2023, o déficit de gasolina pode dobrar

Data: 12/09/2014 
Fonte: Brasil Econômico
Autor: Rogério Lessa

Mesmo com investimentos da ordem de US$ 29,2 bilhões na próxima década, a expansão do parque de refino brasileiro não será suficiente para acompanhar o crescimento de 125,8% na demanda por gasolina. Segundo matéria do jornal Brasil Econômico, em 2023 o país terá um saldo negtivo de 28,9 milhões de litros por dia. Citando dados da Empresa de Pesquisa Energética (EPE), o texto informa que as novas refinarias não terão efeito sobre as importações do combustível, devido ao crescimento da frota. E o impacto na balança comercial terá peso cada vez maior. 

No caso do petróleo, o país deve manter a condição de exportador líquido durante todo o período. A produção nacional praticamente dobrará no mesmo período, chegando a 4,8 bilhões de barris por dia.

Na opinião do presidente da Associação de Comércio Exterior do Brasil (AEB), José Augusto de Castro, dificilmente o país resistirá à "tentação" de exportar mais petróleo, bem como outros recursos naturais, para minimizar o déficit em suas contas externas. "O impacto (na inflação) de uma política cambial que favoreça a competitividade dos produtos industrializados, de maior valor agregado, seria muito grande. O governo não demonstra que pretende pagar esse preço", resume Castro. Ele ressalta que, em 2014, o aumento de 40% nas exportações de petróleo deve garantir, segundo projeções da AEB, um pequeno superávit comercial para o país.


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