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Só Petrobrás quer fazer gasoduto no Brasil

Data: 05/09/2014 
Autor: Rogério Lessa

A Petrobrás foi a única empresa a manifestar interesse na licitação do gasoduto Itaboraí-Guapimirim, a primeira concessão da história do país neste ramo de atividade. Serão 11 quilômetros de extensão e 17,4 milhões de metros cúbicos diários de capacidade de transporte de gás natural. O empreendimento, de R$ 112,3 milhões, faz parte do primeiro Plano Decenal de Expansão da Malha de Transporte Dutoviário (Pemat), para 2013-2022, que prevê investimentos de até R$ 8,6 bilhões, e é um bom negócio: a demanda por gás natural no Brasil saltará dos atuais 40,6 milhões de m3 diários para 89,7 milhões de m3.

Em reportagem do Valor Econômico, a operação envolvendo a companhia marca o início da “desverticalização do transporte de gás natural no Brasil”. No entanto, a decisão da Companhia de participar do projeto como carregadora a impede, pela nova regulação, de participar da construção e operação do projeto Itaboraí-Guapimirim. Atendendo à pressão da indústria, a Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) fixou, em 2013, novas regras que prometem restringir a participação da Petrobrás como transportadora em futuros gasodutos, explica o veículo.

A AEPET tem feito críticas a essas novas regras, pois entende que a Companhia e o país estão sendo prejudicados. Primeiro porque a Petrobrás é a empresa que tem mais experiência nessa atividade. Depois, porque a ausência a Companhia abre espaço para o aumento da participação de empresas estrangeiras em mais este segmento importante da economia nacional.

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