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Impostos e distribuição encarecem gasolina no Brasil

Data: 26/08/2014 
Autor: Rogério Lessa


Crédito: divulgação

O gráfico que ilustra esta matéria, elaborado pela Petrobrás, mostra que entre os países pesquisados o preço da gasolina ao consumidor final no Brasil supera, apenas, EUA e Canadá. No entanto, o presidente da AEPET, Silvio Sinedino, pondera que, descontados os impostos e os ganhos dos distribuidores, a gasolina que sai das refinarias da Petrobrás é a mais barata de todas, evidenciando o menor custo de produção no Brasil.

Por sua vez, Diomedes Cesário da Silva, ex-presidente da AEPET, observa que as distribuidoras misturam 25% de álcool à gasolina antes de repassar aos postos. “Mas para o consumidor, o que vale é o preço na bomba e a Petrobrás normalmente é tida como responsável”, critica, acrescentando que nos EUA a fatia das distribuidoras e os impostos são inferiores aos praticados no Brasil. Já na Europa o imposto é maior. “A Petrobrás tem prejuízo na área de refino porque o governo segura o preço”, resume o ex-presidente da AEPET.

A composição final do preço da gasolina no Brasil está assim constituída: a Petrobrás fica com 35%, enquanto os 65% restantes vão para ICMS (27%); distribuição e revenda (18%); etanol anidro (13%) e impostos federais (7%).

 

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