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Petróleo ameniza desindustrialização

Data: 19/08/2014 
Autor: Rogério Lessa

O Instituto de Estudos para o Desenvolvimento da Indústria (IEDI) divulgou os resultados da produtividade industrial no primeiro semestre de 2014, que ficou estagnada, com variação de 0,3% em relação ao mesmo período de 2013. “Esta taxa é resultado da queda de 2,6% na produção e de 2,9% nas horas pagas”, esclarece o IEDI, acrescentando que o agravante da situação de baixo crescimento da produtividade é o processo de desindustrialização em curso no País, “que não deve retroceder se o crescimento industrial não ocorrer em bases sólidas”. 

No entanto, este quadro negativo não se reproduz nos setores ligados à economia do petróleo. “Em todos os setores observou-se queda no crescimento da produção industrial, à exceção de Fabricação de coque, de produtos derivados do petróleo e de biocombustíveis e Indústrias extrativas”, constatou o Instituto. Os setores com crescimento da produtividade acima da média da Indústria Geral foram: Fabricação de coque, de produtos derivados do petróleo e de biocombustíveis (7,7%), Indústrias extrativas (5,7%) e Fumo (5,3%). “Os três melhoraram a produtividade no semestre em relação a dezembro de 2013.” 

O quadro de estagnação da produtividade, que persiste desde 2011, tem várias causas. A principal é o baixo crescimento da produção industrial, pois o comportamento da produtividade é pró-cíclico. “Como os estímulos ao consumo das famílias não foram suficientes para alavancar o crescimento dos investimentos, o crescimento da produtividade a longo prazo, essencial para crescimento da renda per capita, fica comprometido.” 

Mostrando a importância das políticas de conteúdo nacional, o IEDI destaca que não só fatores conjunturais irão ajudar o processo de retomada da produção e da produtividade na indústria, “mas também uma política de desenvolvimento para o setor que apresente resultados com foco no investimento e inovação, na produtividade e na competitividade.”


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