Notícias

Lucro menor da Petrobrás reflete política de preços

Data: 11/08/2014 

“O lucro menor da Petrobrás é resultado da política do governo de tentar controlar a inflação represando artificialmente o preço dos combustíveis.” A afirmação é do presidente da AEPET, Silvio Sinedino, sobre a queda de 20% no lucro líquido da Petrobrás no segundo trimestre de 2014, na comparação com o mesmo período do ano anterior. Além da lucratividade menor, houve aumento de 9% na dívida da Companhia em relação a dezembro de 2013. O montante atingiu R$ 241 bilhões. 

“Enquanto permanecer esta estratégia equivocada, a Petrobrás continuará precisando recorrer ao endividamento”, prosseguiu Sinedino, que é representante eleito dos funcionários no Conselho de Administração da Petrobrás. “Lamentavelmente, a empresa provavelmente irá seguir com sua política de desinvestimento, também equivocada, pois o que vem ocorrendo é venda de ativos sem licitação, em momento no qual todos sabem que a Companhia enfrenta problemas de caixa, o que contribui para a desvalorização desses ativos”, resumiu Sinedino.

No total do primeiro semestre, a queda no lucro líquido chega a 25%, mas a Petrobrás argumenta que pesou neste resultado o provisionamento de recursos para o Programa de Incentivo ao Desligamento Voluntário (PIDV). “O lucro bruto no 1º semestre de 2014 foi de R$ 38,5 bilhões, 2% superior ao 1º semestre de 2013”, argumenta a Petrobrás, lembrando que, na comparação com o trimestre anterior, o lucro operacional (R$ 8,8 bilhões) aumentou 17%, refletindo as menores despesas operacionais.

O alto endividamento, porém, teve um impacto negativo de R$ 800 milhões no resultado. Com a captação de US$ 15 bilhões no período, a Petrobrás fechou o trimestre com piora em seus indicadores financeiros: a alavancagem subiu de 39% para 40% e o índice de dívida líquida sobre EBITDA cresceu de 3,52 para 3,94.


Conteúdo Relacionado