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Brasil não deve se conformar com a desindustrialização

Data: 01/08/2014 

Segundo reportagem veiculada no blog jornalista Luis Nassif, a economista Maria da Conceição Tavares teria defendido que a divisão internacional do trabalho mudou e “não há maneira de recuperar o espaço da indústria brasileira no mundo nem na economia brasileira”. Teríamos, então, que nos contentar com as exportações agrícolas. Um ponto destacado por Conceição é a importância de deslanchar o setor de petróleo. O economista Bruno Galvão, da Associação Desenvolvimentista Brasileira (ADB) considera que a maior economista heterodoxa brasileira pode ter aderido ao neoliberalismo. Galvão, no entanto, vê no setor petróleo um importante caminho para desenvolver a indústria de bens de capital no Brasil, a exemplo do que ocorreu na Noruega.

 

O Brasil deve “jogar a toalha” na luta contra o processo de desindustrialização em curso?

Não, abandonar a indústria significa abandonar nossas aspirações mais nobres, como ser um país desenvolvido, com renda mais elevada e serviços públicos de qualidade. O Brasil é muito competitivo na elaboração de matérias-primas. E podemos, relativamente, ter um custo não tão alto para a mão-de-obra. Vários países conseguem ser competitivos com um custo do trabalho bem mais alto. Isto não é tão simples dado o nosso nível de atraso, mas em dez ou quinze anos podemos mudar de patamar.

 

Como enfrentar a competição dos países asiáticos?

Aproveitando nosso mercado consumidor e protegendo setores mais atrasados podemos diversificar a rede de fornecedores, numa cadeia produtiva que nos dê competitividade. Hoje a China exporta metade dos móveis do mundo sem ter água e é mais competitivo na produção de móveis de madeira. Como podem superar o Brasil neste quesito?

 

Qual o potencial da indústria do petróleo?

Extração de petróleo não é indústria de transformação. Mas o petróleo pode desenvolver a indústria de bens de capital e o setor naval o que é muito interessante. 

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