Notícias

Reajuste no gás é alívio mas não resolve caixa da Petrobrás

Data: 31/07/2014 

A Petrobrás anunciou aumento de 1,57% no preço do gás natural, o que elevou para 6,5% a alta deste combustível produzido no Brasil. A indústria reclama de perda de competitividade, já que outros combustíveis seguem subsidiados, mas a Companhia espera compensar parcialmente seu prejuízo com a importação de gás para as usinas termelétricas.

Apesar de ver na medida “mais uma sinalização política”, o ex-deputado federal Ricardo Maranhão a considera positiva, mesmo que o alívio no caixa da Petrobrás não seja tão grande. “Diesel e gasolina são o grande carro chefe do faturamento da Petrobrás com combustíveis. Além disso, a energia produzida nas termelétricas, que já é mais cara que a gerada por hidrelétricas, deve ter aumento de custo neste momento em que as distribuidoras estão pedindo socorro ao governo porque estão comprando energia mais cara para repassar ao consumidor”, contabiliza o engenheiro, que é conselheiro da AEPET.

Maranhão avalia que após as eleições o governo irá afrouxar a política de represar os preços administrados sob o argumento de combate à inflação. Ele acrescenta que a oposição não faz crítica positiva a esta política de preços. “Dilma não vai querer se desgastar agora justamente nas camadas que sofrem mais com a inflação e que são os mais propensos a votar nela. A oposição aposta nisso”, resume.

Conteúdo Relacionado