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Petrobrás garante demanda de longo prazo ao setor naval

Data: 28/07/2014 
Autor: Rogério Lessa

Apesar da decisão governamental que garante à Petrobrás a exploração de todo o excedente da cessão onerosa no pré-sal, que deverá gerar demanda extra de US$ 30 bilhões para a indústria naval, conforme admitiu o presidente de Associação Brasileira das Empresas de Construção Naval e Offshore (Abenav), Augusto Mendonça, em entrevista replicada no AEPET Direto, o jornal Valor Econômico desta segunda-feira trouxe matéria de capa apontando para “momentos de incerteza” no setor justamente por conta de uma suposta “demanda incerta”.

 “O cenário é marcado por atrasos em obras, transferência de serviços para China e Japão e dúvidas sobre a colocação de novas encomendas pela estatal”, diz o texto, alertando que “o que está em jogo é a sobrevivência de longo prazo e em condições competitivas da construção naval brasileira”.

No entanto, a diretoria da AEPET pondera que uma demanda extra da ordem de US$ 30 bilhões não deixa dúvidas quanto ao futuro promissor do setor naval no Brasil, cuja atividade foi retomada no começo dos anos 2000. A AEPET observa, ainda, que na própria matéria a Petrobrás minimiza qualquer incerteza, ao afirmar que, na indústria naval, a demanda por embarcações offshore é sustentável no longo prazo. “O Plano de Negócios e Gestão 2014-2018 da Companhia prevê investimento total direcionado para essa indústria da ordem de US$ 100,7 bilhões até 2020”, respondeu a empresa. 

Além de confirmar encomendas de 38 plataformas, 28 sondas de perfuração, 88 navios petroleiros e 146 embarcações de apoio, a Petrobrás continuará demandando à indústria naval brasileira por conta da meta de produzir 4 milhões de barris por dia até 2030. A Companhia prevê ainda a contratação de mais 14 novas plataformas até 2018 e outras 41 entre 2020 e 2030.


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