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Só exportar petróleo não desenvolve o país

Data: 16/07/2014 

Como o AEPET Direto publicou na edição de ontem, o Brasil pode não resistir à tentação de acelerar continuamente o ritmo da exploração de seu petróleo para garantir superávits comerciais e ajudar a diminuir o déficit de suas contas externas, que vem batendo recordes seguidos – em 2013 o rombo foi de 81,374 bilhões de dólares, obrigando o país a cobrir a diferença com capital especulativo, remunerado com a maior taxa de juros do planeta. 

Este, no entanto, não é o caminho mais sustentável e independente para a economia brasileira, destaca o professor Ildo Sauer, diretor do Instituto de Eletrotécnica e Energia da Universidade de São Paulo (IEEUSP). Na opinião de Sauer, que foi diretor de Gás e Energia da Petrobras entre 2003 e 2007, produzindo sem dosar o ritmo o país estará contribuindo para derrubar o preço do petróleo, prejudicando o uso desse recurso finito, que pertence ao povo brasileiro, para desenvolver o país tanto no âmbito econômico quanto social. Antes de mais nada, o professor da USP recomenda que se faça uma avaliação criteriosa do quanto o pré-sal possui em reservas.

O jornalista Luis Nassif publicou em seu blog matéria intitulada “Como a experiência internacional pode ajudar ao Brasil não entrar numa rota de colapso”, retirada do trabalho feito por Gail Tverberg e publicado no seu Blog denominado - Our Finite World, que vai ao encontro da opinião de Sauer. Nassif cita uma expressão árabe para definir o risco que o Brasil corre. “Meu avô andava de camelo, meu pai andava de carro, eu ando de avião e o meu neto andará de camelo”. 

Para o jornalista, que é também economista, além das dúvidas sobre o que poderá ocorrer com o preço, também na produção há problemas de avaliação real do que pode ser extraído do pré-sal. Nassif cita o caso norte-americano atual da exploração do gás de folhelho (xisto betuminoso). 

“Quando começou a extração do querogênio nos Estados Unidos em 1981, lá por volta de 2008, avaliando-se a produção de campos no Texas (Barnett Shale), se pensou em algo como uma reserva de 3 bilhões de pés cúbicos de gás, com o tempo verificou-se que, primeiro os investimentos para manter a produção constante ou crescente eram bem maiores do que se previa inicialmente e segundo que as avaliações iniciais estavam sujeitas a sérias críticas”, resume, citando estudo da Universidade do Texas, denominado New, Rigorous Assessment of Shale Gas Reserves Forecasts Reliable Supply from Barnett Shale Through 2030), que examinou a produção de 16.000 poços e diminui pela metade o chamado retorno máximo final desses poços (EUR - Estimated ultimate recovery).

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