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Brasil deve ditar o ritmo da exploração de seu petróleo

Data: 02/07/2014 

Durante cerimônia que comemorou mais um recorde de produção no pré-sal, na sede da Petrobrás, a presidente Dilma Rousseff ressaltou a importância da Petrobrás e seu papel cada vez mais central no país, criticando os “adversários” que questionaram o pré-sal anos atrás, e reiterando o compromisso com a política de conteúdo nacional.

A presidente lembrou os recursos que serão gerados pelo petróleo para as áreas de saúde e educação, previstos para somarem R$ 1,3 trilhão em 35 anos, e disse que a Petrobrás não poderia ser enfraquecida por fatos isolados, em referência a onda de acusações envolvendo a estatal. 

Destacando a importância do pré-sal para o país e a necessidade de que essa enorme riqueza seja administrada pela Petrobrás, o diretor de Comunicação da AEPET, Ronaldo Tedesco, ratifica o repúdio da entidade ao uso político da Petrobrás.

"No governo de Fernando Henrique Cardoso, o movimento sindical estava forte e se pautava pelo levantamento de diversas irregularidades que existiam na empresa. Todos os sindicatos faziam isto até 2002. Com a entrada do PT, os sindicatos ligados à FUP não dão a mesma ênfase à questão. Isto enfraqueceu a defesa de Petrobras", opina. Para ele, "mesmo que os companheiros acreditem na atual gestão e queiram sustentar politicamente o atual governo, a defesa de uma atuação correta dentro da empresa é fundamental".

A AEPET exige apuração dos possíveis mal feitos até o fim. "Isto não pode ser entendido como algo contra a Petrobrás  ou o governo. Pelo contrário, favorece a empresa, mesmo que atinja o partido do governo."

Outro aspecto abordado por Tedesco foi a questão da cessão onerosa. "Quando dizemos que a postura do goveno hoje vem corrigir erros como o leilão de Libra, é porque repudiamos e enfrentamaos até fisicamente a realização dessa licitação. Libra é um patrimônio inestimável, ainda não corretamente mensurado, e não pode passar para as mãos de estrangeiros. Concordamos com Dilma quando diz que essas riquezas pertencem aos brasileiro. Libra pertence aos brasileiros, não pode ser apenas discurso."

O diretor da AEPET disse ainda que o recorde na produção do pré-sal é uma conquista dos brasileiros, mas o governo e a Petrobrás têm que reavaliar o ritmo de produção. "Produzir sempre mais necessariamente não é o que o Brasil precisa, o que a Petrobrástem condições de fazer ou o que a indústria nacional pode fornecer. Essa coordenação entre o ritmo de produção e os desdobramentos no desenvolvimento é que precisa ser equacionada, mas falta uma estratégia", resume.

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