Rio de Janeiro,
Petróleo e Política

A AEPET e a Refinaria de Pasadena

Data: 09/04/2014 
Fonte: Diretoria da AEPET

A AEPET e a Refinaria de Pasadena

Houve uma afirmação da mídia de que a AEPET não está se manifestando sobre a questão da compra da refinaria.

Na verdade, este é um fato requentado pela mídia que faz o jogo do cartel internacional que quer acabar com a Petrobrás para ficar com o

Pré-sal. Em 2012, como primeiro Conselheiro de Administração da Petrobrás eleito pelos empregados, o atual presidente da AEPET, Silvio

Sinedino fez essa denúncia e requereu a sua apuração. Como defensores da Companhia e de seu corpo técnico somos

favoráveis à investigação de qualquer que seja o indicio de irregularidade cometida por quem quer que seja. O mais importante é

preservar a Petrobrás dos ataques que visam inviabilizá-la.

Infelizmente, o presidente do Conselho na época, Guido Mantega, não levou adiante, como deveria, uma investigação séria. O problema, a nosso

ver, não era só o preço total pago, mas também o fato de que houve sonegação de informação ao Conselho de Administração. Por isto pedimos

investigação. Agora, em ano eleitoral, a mídia citada resolveu requentar o assunto, pois quer sangrar a Petrobrás, e a oposição aproveita e ataca

a presidente Dilma, presidente do CA na época da compra. Esta por sua vez, de forma muito irresponsável, emitiu uma nota infeliz e covarde,

saindo de fininho para deixar toda a culpa com a Petrobrás. E, oito anos depois, exonerou o diretor Cerveró para criar o bode expiatório. Claro

que isto não resolve, e até distorce o problema. Estamos fazendo a nossa parte.

Hoje nossa preocupação é com problemas muito mais graves como:

1) O estrangulamento financeiro feito pelo Governo ao obrigar a Petrobrás  a comprar combustíveis no exterior e vender para os seus concorrentes por preço mais baixo. É um prejuízo de cerca de R$ 8 bilhões por ano;

2) A entrega de 60% do campo de Libra, o maior do Pré-sal e do mundo para o cartel internacional do petróleo;

3) A entrega de 250 km² da área contígua ao BMS 54, que a Shell comprou pela lei antiga e agora quer ficar com esta área da União, sem leilão e sem que a lei 12.351 seja respeitada, pois, no pré-sal a operadora é a Petrobrás. São dois pesos e duas medidas: Libra é uma área contigua de Franco, que foi comprado pela Petrobrás, pela cessão onerosa, e não foi entregue a ela o campo de Libra, novamente contrariando a Lei que diz que áreas de baixo risco e alto retorno têm que ser negociadas com a Petrobrás ;

4) O movimento para leiloar o excedente do campo de Franco, que a Petrobrás comprou, furou e achou 10 bilhões de barris. Como eram esperados 3 bilhões, os não nacionalistas querem leiloar o excedente. De novo, a Lei diz que tem que ser negociado com a Petrobrás;

5) Há a preocupação nossa quanto à atual venda de ativos, que foi apelidada de “desinvestimento”, pois os lobistas que intermediam esses negócios não primam pela integridade. Foi vendido o BMS-65 na Bacia de Campos para a Shell e 40% de um Campo no Rio Grande do Norte para a BP, na iminência de sua descoberta. Não podemos concordar com isto. Não fora a obrigação de a Petrobrás importar derivados e vender para as concorrentes por preço mais baixo, isto não seria necessário. E a mídia comprometida deita e rola: o Estadão manipulou uma declaração do presidente da Astra, o dono da refinaria, que disse que a compra foi o negócio do século, pois os furacões reduziram a produção das outras refinarias e a demanda por derivados aumentou. O Estadão pegou o final da frase para dizer que a venda para a Petrobrás é que foi o negócio do século.

6) Finalmente, nossa preocupação é também com os custos das construções da RENEST e do COMPERJ, muito superiores aos orçamentos iniciais e que já são alvo de investigação pelo TCU.

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