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Colunista Paulo Metri

Em busca do candidato perfeito

Data: 27/06/2014 

Pouco adianta, mas venho pensando, há algum tempo, como pode, no quadro brasileiro, o desenvolvimento deslanchar? Quando me refiro a desenvolvimento, estou pensando mais no social, pois o econômico, o político, o cultural e outros são importantes, mas o prioritário é o social. O aumento do bem-estar social, que pode ser considerado como medidor da felicidade do povo, é conseguido através do desenvolvimento social. Estou ciente que um bom desenvolvimento econômico facilita o desenvolvimento social, no entanto, não é um requisito obrigatório.

Para o desenvolvimento social ocorrer, a sociedade deve escolher, através de eleições, políticos competentes que tenham este objetivo como meta principal. Entretanto, os poderosos da nossa sociedade querem unicamente a maximização da própria riqueza e poder, o que os leva a investir para eleger seus próprios candidatos, que, se eleitos, serão verdadeiras marionetes.

Os “evolucionistas do capital” argumentam que, à semelhança da evolução das espécies, os humanos menos adaptados a acumular riqueza e poder podem parar na condição de miseráveis, enquanto os mais adaptados podem passar a ter grande riqueza e poder. Estes leitores enviesados de Darwin pregam, para o caso humano, o direito à exploração dos menos espertos, através de manipulações, pois isto faria parte da evolução natural da nossa espécie.

Desta forma, quem já tem riqueza e poder não precisa ter escrúpulos para continuar com a acumulação. Buscam eleger seus candidatos, pagando materiais de campanha, marqueteiros e militantes profissionais, subornando a mídia e lideranças, para estas repassarem votos – enfim, usam a esperteza. Assim, conseguem eleger seus candidatos, que não terão nenhum compromisso com o povo.

Tudo isto é possível porque nossa população tem baixo grau de politização e, consequentemente, é manipulável. Salvo engano, já foi pior no passado, mas ainda hoje existe um alto grau de manipulação da sociedade em eleições, induzindo-a a votar nos candidatos que não a defenderão. E somente com a eleição de candidatos que realmente representem o povo é que poderão ocorrer as mudanças que trarão grande benefício a ele.

Por exemplo, neste instante, fala-se muito sobre a necessidade de uma reforma política. No entanto, se forem utilizados os atuais políticos, cuja maioria é comprometida com o capital e que nunca irão querer diminuir suas próprias influências, será um fracasso. Eles tenderão a promover as “mudanças para nada mudar”, que a sociedade tem testemunhado em outras ocasiões. Por exemplo, um presidente escolheu como símbolo da campanha uma vassoura, com a qual iria varrer a corrupção, e outro mirava os marajás que iriam ser caçados. Eles foram eleitos, representando o desejo de mudanças, e foram dois fiascos.

Portanto, quanto mais consciente sob o ponto de vista político uma sociedade for, melhor ela escolherá seus representantes – portanto, o desenvolvimento político deve ser o primeiro passo. Obviamente, não confundir o cidadão que tem um bom nível educacional com a compreensão do debate político. A sociedade estadunidense prova que esta situação ocorre. A conscientização política é conseguida com a compreensão da realidade, graças a um debate político rico e, se possível, com participação.

Por outro lado, conscientizar politicamente a sociedade com uma mídia dominada pelo capital é quase impossível. Assim, resolver o drama da conscientização, apesar da mídia alienante existente e da atuação do capital nas eleições, é o grande desafio. Notórios avanços já foram conquistados, visando democratizar o processo eleitoral, como a eleição em dois turnos, o programa eleitoral gratuito e a legislação eleitoral que busca conter os abusos do capital.

Descobrir como se desvencilhar dos remanescentes constrangimentos e conseguir o almejado desenvolvimento político e social requer uma acirrada e longa disputa no Congresso, que seria muito facilitada com a aparição de um “atalho”, ou seja, uma liderança bem intencionada com grandiosa habilidade política ocupando a presidência da República. Isto porque nosso sistema presidencialista é concentrador de enorme poder com o chefe da nação. Assim, qualquer grupo que queira influenciar a sociedade brasileira, para o bem ou para o mal, tem de ganhar esta eleição.

Em alguns momentos da história do Brasil, ocorreram estes “atalhos”. Por exemplo, Getúlio Vargas chegou ao poder em 1930 com o apoio da oligarquia rural, recebendo um país atrasado em muitos aspectos. Em 15 anos, a habilidade política de Vargas, com o apoio do movimento trabalhista, que ele próprio criara, transformou o país, trazendo enormes avanços sociais, econômicos e políticos.

A Constituição de 1988 foi elaborada por uma bancada do Congresso tão imperfeita como tantas já eleitas, mas ela conseguiu chegar a um bom texto final. Posteriormente, ele foi piorando com as reformas dos anos 90. As atuações de uma bancada progressista aguerrida, do presidente da Assembleia Nacional Constituinte, o deputado Ulysses Guimarães, e dos movimentos sociais são responsáveis por este sucesso. Pode-se dizer que Ulysses, sem ser presidente, representou um “atalho”.

Existiu também um “atalho”, quando o ex-presidente Lula, um excelente comunicador, com enorme prestígio popular e habilidade política, promoveu grandes conquistas sociais. No seu governo e no da presidente Dilma, eles conseguiram tirar mais de 30 milhões de brasileiros da faixa da miséria, colocaram mais crianças em idade escolar para estudar, diminuindo o trabalho infantil, mantiveram a taxa de desemprego em nível baixo, aumentaram o salário médio dos trabalhadores, entregaram casas próprias para uma parcela dos desassistidos, além de outras realizações. Isto tudo significa também que houve muito trabalho.

Alguns analistas políticos acham que Lula, ao satisfazer os “rentistas” e o capital internacional, deu o “pulo do gato”, porque, se ele abrisse vários fronts de luta, seu governo ficaria insustentável. Assim, ele teria elegido os que se beneficiam com a péssima distribuição de renda existente no país como os inimigos prioritários. Mesmo compreendendo esta versão, continuo achando que, com relação à soberania, não se pode barganhar. A abdicação dela significa, no médio prazo, baixo desenvolvimento econômico e social. No meu entender, esta foi a falha dos governos Lula e Dilma.

Com este pano de fundo, vai ocorrer, em outubro, a eleição para presidente. O “atalho” definitivo, que dispensaria a necessidade de “atalhos” com políticos bem intencionados, seria a aprovação de uma nova lei de mídia, que permitisse à população o acesso a novas visões do mundo, acabando com o monopólio da visão do capital, e uma nova legislação eleitoral, que contivesse ainda mais a influência do capital em eleições. Os políticos bem intencionados serão sempre bem-vindos, contudo, a dependência excessiva a eles significa que decisões de interesse da sociedade serão sempre tomadas por grandes lideranças, sem a própria sociedade as exigir. Isto corresponde a um paternalismo. O ideal é que ela cresça politicamente e cuide de si própria, mas, para tanto, urge aprovar as leis citadas.

Porém, a eleição presidencial é amanhã e, como não se tem ainda a mídia democrática e a legislação de contenção da influência do capital, sugiro ao eleitor, em primeiro lugar, não acreditar piamente nas versões das notícias que lhe comunicam. Busquem outras versões. Por exemplo, a mídia do capital martela, diuturnamente, que os governos do PT são os mais corruptos que já existiram. Como não filiado a este ou a qualquer outro partido político, posso afirmar que os governos do PT foram os que mais mandaram denúncias de corrupção serem apuradas pelos órgãos competentes.

Aliás, eu queria conhecer o método de apuração do grau de corrupção de um governo e, quando ele foi aplicado aos governos FHC, Collor, Sarney e dos militares, quais graus foram obtidos. Se não existirem estes graus, que não devem existir, a afirmação categórica de que os governos do PT são os campeões em corrupção não passa de manipulação de marqueteiros.

Eu adoraria que o depoimento do ex-deputado federal Ronivon Santiago tivesse sido tomado pela Polícia Federal ou o Ministério Público, quando ele declarou que vendeu seu voto para reeleição do presidente da República por 200 mil reais e ainda acusou outro deputado de ter feito o mesmo. Eu adoraria que a expressão “agir no limite da irresponsabilidade”, retirada da conversa do ministro das comunicações com um político do seu partido, na época da privatização da telefonia, também tivesse sido apurada com o mesmo afinco atual.

Gostaria que tivesse sido apurada a causa por que a Vale do Rio Doce foi privatizada por um valor, no mínimo, 30 vezes menor do que seu valor patrimonial. Onde estava a mesma mídia incriminadora nesta época? Por que a mídia não buscou indignar o cidadão comum com o mensalão mineiro da mesma forma que conseguiu indignar com o outro mensalão? Reconheço o poder imenso desta mídia, porque uma alta percentagem da classe média repete, hoje, creio que sem muito pensar, o que capta nela.

Então, a sugestão é o eleitor pesquisar bastante, não só os candidatos que a mídia busca caracterizar como as únicas opções. Pesquisar os que não são representantes do capital e chamados de “nanicos”, propositadamente, para tolher seus crescimentos. Sempre com suas ideias boicotadas pela mídia, eles são Randolfe Rodrigues, Mauro Iasi e José Maria de Almeida.

Como há necessidade de se ter um plano B, avaliar também em quais governos, os do PSDB ou os do PT, a grande massa foi mais atendida, pois esta avaliação servirá para o caso de ocorrer os segundos turnos que a mídia corrompida quer: Dilma versus Aécio ou Dilma versus Eduardo. Com relação a este último candidato, um cuspidor no próprio prato de comida, nego-me a perder linhas de argumentação. Por outro lado, sugiro a não votação no Aécio por ele representar a volta ao neoliberalismo, às privatizações, às agências poderosas, que não protegem os cidadãos, ao apagão e racionamento, à adoração ao mercado, à falta de planejamento, ao aumento do desemprego, à compra de plataformas em Cingapura e por aí vai.

Desculpem-me se os frustro ao não defender, ferozmente, um candidato, pois prefiro defender grandes linhas de pensamento. Entretanto, consigo recomendar em quem não votar. Isto posto, tenho um grande medo atualmente. O bombardeio sem dó nem piedade da mídia e do capital à presidente Dilma gera na classe média um ódio, acompanhado de alto grau de agressividade, contra a candidata e seus adeptos, e até contra os que buscam pensar racionalmente. Ninguém sabe ao certo se esta campanha midiática contra a candidata, que irá recrudescer na reta final da campanha, será absorvida também pelas classes D e E, ou se estas irão decidir comparando a vida que tinham com a vida que levam. Então, o futuro é incerto. Trabalhando com a hipótese de Dilma ser reeleita, o que estes arquitetos da exploração entre classes farão? Algo não compatível com a democracia?

 



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